Se as empresas cumprirem de forma rigorosa os prazos de pagamento negociados, esta realidade reverterá numa mais-valia para a capacidade de planeamento da sua tesouraria e numa informação mais credível na identificação das suas necessidades de reforço de fundo de maneio
POR FRANCISCO SANTOS SILVA

A Caixa Geral de Depósitos tem uma estratégia de sustentabilidade para o próximo triénio assente em seis eixos estratégicos, onde se enquadra a gestão responsável de fornecedores. Mas também a gestão do relacionamento com o cliente, a gestão de risco, o desenvolvimento do capital humano e a adaptação às alterações climáticas.

A preocupação com os pagamentos pontuais, i.e., a observância dos prazos acordados, enquadra-se numa lógica de cumprimento dos compromissos assumidos que é, cada vez mais, um importante factor na construção e reforço de relações sustentáveis.

A actividade bancária é muito suportada em relações de confiança entre Banco e Cliente. E, na Banca de Empresas, este aspecto assume uma relevância ainda maior.

O cumprimento dos prazos de pagamento constitui um bom indicador dos princípios e valores das empresas no que concerne à sua filosofia de honrar os compromissos assumidos. Tornando-se, por isso, factor relevante na avaliação do risco de crédito por parte dos bancos.

O planeamento da tesouraria é, de forma crescente, uma área de relevo nas empresas, na medida em que permite a optimização de custos de financiamento. Se as empresas cumprirem de forma rigorosa os prazos de pagamento negociados, esta realidade reverterá numa mais-valia para a capacidade de planeamento da sua tesouraria e numa informação mais credível na identificação das suas necessidades de reforço de fundo de maneio.

Esta prática geraria um ciclo virtuoso em cadeia na medida em que, se cada empresa receber dentro prazos negociados, terá maior capacidade para honrar os prazos acordados com os seus fornecedores.

O cumprimento de prazos é uma prática saudável em todas as dimensões da actividade das empresas, tendo impactos muito positivos na sua reputação e, não raras vezes, permitindo aceder a melhores condições junto dos seus fornecedores. Sem prejuízo de implementação desta boa prática de gestão, a Caixa tem linhas de apoio à tesourara para financiar os ciclos de exploração das empresas que passam por soluções do tipo “Caixa Mais Tesouraria”, “Contas Correntes” e outras.

A solução de pagamento a fornecedores pode ser uma excelente opção para garantir melhores preços e prazos de pagamento.

Sendo certo que um dos maiores problemas das PME portuguesas é o da falta de capital, todas as medidas que reduzam as necessidades de financiamento, ajudam a melhorar os seus indicadores de autonomia financeira, com efeitos muito positivos nos modelos de rating internos dos bancos e, consequentemente, no preço ajustado ao risco.

Para ouvir o discurso de Francisco Santos Silva, Director de Empresas da CGD, clique aqui