A revista Economist dedica um dos seus artigos à diferença, agora cientificamente comprovada, entre os cérebros masculinos e femininos, numa peça com verdadeiro interesse. Destaque também para os poderes dos responsáveis de marketing na era digital, com um completo e pragmático artigo publicado na HBR. O que nos reserva o futuro em 2014 em termos de tendências da tecnologia é um dos artigos sumarizados da revista Forbes e uma “forma rica para ajudar os pobres” foi uma das escolhas da revista de Stanford. Mas há mais.
POR HELENA OLIVEIRA

Banner_txt_EDP

Para além dos resumos publicados na presente edição do Revistas em Revista (os quais poderá aceder clicando nas capas abaixo publicadas ou na área da homepage do VER dedicada às mesmas), o VER recomenda ainda a leitura dos seguintes artigos:

.
.
© DR
.

THE ECONOMIST
Como não poderia deixar de ser e como aconteceu com órgãos de comunicação social de todo o mundo, e de todas as formas e feitios, a morte de Nelson Mandela, e por mais que anunciada estava, gerou uma corrente de pesar global, sendo incontáveis as variadas manifestações de tristeza, mas também de louvor que, um pouco por todo o mundo se fizeram sentir.

O Economist dedica-lhe um tributo memorável através de vários artigos ligados por um título comum: a morte de um Gigante e como a grandeza de um homem nos desafiou a todos nós. Um excelente e completo dossier sobre a vida do “único político que irá deixar saudades” e que lutou pela igualdade das cores num mundo feito de desigualdades. Obrigatória, por isso, a leitura deste conjunto de artigos, em conjunto com vários elementos multimédia, que recordam a vida, ou as vidas, deste homem único e singular.

No que respeita à temática escolhida para tema de capa na sua última edição, a revista britânica elege a BlackRock, a gigantesca firma de gestão global de investimento independente que, ao longo dos últimos 25 anos se transformou na maior investidora de mundo. A revista sublinha ainda a ideia de que, muito provavelmente, se formos questionados sobre quem “manda” realmente no mundo, a resposta poderá conter os bancos globais como o Citigroup, o Bank of America e o JPMorgan Chase e, também, gigantes petrolíferos como a Exxon Mobil e a Shell.

Para quem se interessa por história económica, e no momento particular em que atravessamos, o artigo Keynes for all seasons recorda que, desde a publicação, em 1936, do livro do famoso economista John Maynard Keynes, “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, que o seu nome continua irrevogavelmente ligado à ideia de que o estímulo fiscal deverá ser usado para combater a recessão em períodos de depressão económica.

Para os amantes da leitura e como acontece sempre nesta altura do ano, o Economist faz a sua eleição dos melhores livros de 2013. Em Torrents of words, a revista britânica oferece um conjunto extenso de sugestões, dos mais variados géneros, afirmando que, no ano prestes a terminar, os melhores escritos versaram, entre muitos outros temas, sobre política externa, Israel, o Kremlin, o silêncio, a solidão ou os pinguins imperadores. Uma lista diversificada com muito por onde escolher.

.
.
© DR
.

HARVARD BUSINESS REVIEW
Se perdeu a ultima edição do Revistas em Revista, voltamos a chamar a atenção para o seu tema de capa, assinado pelo talvez mais famoso psicólogo do mundo da gestão, Daniel Goleman, o homem que introduziu o conceito de QE, ou de inteligência emocional no mundo da liderança. Em The Focused Leader, Goleman oferece a sua reconhecida opinião sobre os três principais atributos que os líderes do presente e do futuro terão de possuir para ganharem credibilidade e colocarem as empresas que lideram no caminho adequado.

Tal como as demais revistas, também a HBR escreve um artigo de tributo a Nelson Mandela, assinado por Rosabeth Moss-Kanter. Em Find Your Inner Mandela: A Tribute and Call to Action, a reconhecida professor da Harvard Business School oferece um conselho simples, mas pleno de significado: sim, podemos (e devemos) lamentar a morte do “Pai” da África do Sul, e de todos os que lutaram, com paz, pelo fim do apartheid, mas o melhor tributo que lhe poderemos prestar é aprender e agir de acordo com as lições que deixou  ao mundo. Um artigo tocante e que nos obriga a reflectir e a tentarmos, todos os dias, sermos melhore pessoas.

No mundo dos negócios globais, os gestores continuam a confrontar-se com um problema persistente: as diferenças culturais existentes que, muitas vezes, têm efeitos adversos na forma como se comunica, lidera ou simplesmente se fazem negócios entre países e continentes distintos”. Em How to Argue Across Cultures poderá encontrar sugestões valiosas para ultrapassar a possível frustração que sente por não conseguir transpor as divisões culturais que o impedem de resolver problemas nas suas actividades de gestão.

O Ver sugere ainda a leitura de um artigo que versa sobre uma temática pouco comum na literatura de gestão, mas que acaba por afectar a generalidade das pessoas no mundo frenético da actualidade: a difícil “parceria” entre horas de sono e horas de trabalho. Em Real Men Go to Sleep, e recordando as palavras de Thomas Edison, o fundador da General Electric que afirmava, há um século, que as horas passadas a dormir eram apenas “um absurdo e uma perda de tempo”, o artigo chama a atenção para os diversos problemas que a falta de horas de sono provoca, nomeadamente a capacidade para uma tomada de decisões capaz e efeitos na saúde adversos, como os riscos mais elevados de problemas cardiovasculares e gastrointestinais.

.
.
© DR
.

FORBES
Em mais um ranking publicado pela revista Forbes, desta feita sobre os melhores países para se fazer negócios , a Irlanda surge no topo. Apesar de ser um dos países europeus que mais sofreu com a Grande Recessão e, tal como Portugal, ter estado sobre a alçada da troika, a economia irlandesa parece ir de vento em popa. Preparando a sua “libertação”, o ambiente “pró-negócios” irlandês, como o apelida a revista norte-americana, apresenta-se como um futuro deveras promissor. Com 145 países avaliados, Portugal aparece num surpreendente 20º lugar (muito longe da Irlanda mas, ainda assim, colocado no top 25, que inclui ainda vários países europeus). A revista oferece um mapacom os melhores e piores países para se fazer negócios, com a Nova Zelândia a ocupar o 2º lugar, seguida de Hong Kong, Dinamarca e Suécia. Os Estados Unidos continuam num “mau” lugar, pelo menos comparativamente a vários outros, posicionando-se no 14º lugar.

Um outro ranking interessante lista os países mais felizes e mais tristes no que à prosperidade diz respeito, com base no Índice de Prosperidade 2013 realizado pelo britânico Lagatum Institute. A Noruega ocupa o 1º lugar, sendo que existem várias novidades a sublinhar no ranking em causa. Por exemplo, no ranking geral, o Bangladesh (103º) ultrapassa a Índia pela primeira vez, com destaque para melhorias significativas no que respeita à educação e mais cuidados de saúde. O Reino Unido cai três posições (16º), enquanto a Alemanha ocupa a 14ª posição e Islândia a 13ª. O ranking sublinha igualmente a maior “melhoria” registada na Ásia, com a China a ascender no sub-ranking (por regiões) económico para o 7º lugar quando, há apenas cinco anos, se encontrava na 34ª posição. Apesar de alguns países europeus se terem qualificado no top 20, enquanto região é o Velho Continente que maior estagnação apresenta, com a Dinamarca, por exemplo, em queda declarada de um 5º lugar em 2008 para o 23º em 2013. Também os Estados Unidos, apesar de um 11º lugar no ranking geral, caiem, pela primeira vez, do top 20 no sub-ranking económico, ultrapassados pela Nova Zelândia e pela Coreia do Sul. Portugal ocupa o 27º lugar. Para aceder e consultar todas as categorias deste Índice, clique aqui.

Para os que têm dinheiro para investir, a Forbes oferece, numa só revista, o guia de investimentos para 2014. Para quem pode.

.
.
© DR

STANFORD SOCIAL INNOVATION REVIEW
Com publicação 4 vezes por ano, a revista de Inovação Social da Universidade de Stanford lança agora a sua edição de Invernocom uma capa dedicada ao já famoso mantra “fazer bem e fazer o bem”, com artigos diversos sobre as mais populares formas para se atingir este objectivo. Consulte, no link acima, os artigos disponíveis, e não deixe de visitar também o blog da revista, actualizado todos os dias por vários actores principais da inovação social, filantropia, responsabilidade social e outras temáticas conexas. Para os que gostam de se manter actualizados sobre a literatura desta área, é obrigatória a visita às críticas e excertos de livros disponíveis também no website da revista que, quase todos os anos, recebe prémios devido à excelência dos artigos que publica.