Tem-se vindo a instalar um clima inaceitável de pressão sobre pessoas, empresas e organizações que têm opiniões contrárias à «elite» política e que coloca em causa a liberdade de opinião e de ação.
POR PAULO BARRADAS

Já decorre há uns anos e está a tomar proporções alarmantes, afetando de forma marcante toda a realidade portuguesa e as estruturas de poder e que procura ampliar temas mediáticos para causar a indignação pública.

Uma expressão dessa preocupante realidade aconteceu nas últimas semanas, com o caso do chumbo do Prof. António Almeida Costa, um dos mais conceituados constitucionalistas portugueses, para o Tribunal Constitucional devido à sua posição sobre o aborto, e com Francisco Vieira e Sousa, escolhido para vice-presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), prontamente demitido devido às críticas feitas ao governo e ao fim dos contratos de associação (e que obrigou ao encerramento do CAIC – Colégio da Imaculada Conceição em Cernache).

Duas situações onde, «sem vergonha» e à vista de todos, se punem aqueles que ainda têm coragem de ter opinião e que têm coragem de a exprimir publicamente, e que desta forma lançam um aviso a todos os que pensam por si próprios sem assumir a cartilha imposta.

Perante esta realidade, o recente Congresso da ACEGE, que reuniu mais de 400 líderes em Lisboa, foi notável e marcante. Foi um espaço de Liberdade, de Convicções e Valores profundos. Um espaço de testemunhos marcantes de formas diferentes de viver a vida empresarial com coragem, assumindo o risco de inovar e de colocar as pessoas no centro da gestão e da vida das empresas e organizações.

É vital para o nosso futuro coletivo que se afirmem mais espaços como a ACEGE, espaços que promovam e lutem pela liberdade de expressão, de iniciativa e de viver de acordo com as nossas convicções mais profundas.

Martin Luther King disse «O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons». Pensemos nisto.

Paulo Barradas

Paulo Barradas é o Presidente da Bluepharma

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