Segundo o pai da teoria da evolução das espécies, Charles Darwin, os que venceram não foram os mais fortes, nem os maiores. Foram os que melhor se adaptaram à mudança. É um desafio igualmente válido nos dias hoje, para cada um, enquanto indivíduo, empresa, país ou sociedade
POR JOÃO PEDRO TAVARES*

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João Pedro Tavares é vice-presidente da Accenture
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De nada nos vale a lamentação de que somos pequenos ou periféricos. De nada nos vale a falta de auto-estima ou julgarmos que os outros são mais inteligentes ou estão melhor preparados. Não é isso que mais nos valerá no futuro.

O desafio está na capacidade de entender os sinais, de segui-los, e com isso abraçar a oportunidade de mudança. E acompanhar a mudança, não é algo com um princípio, meio e fim, pois não é um processo, mas antes uma atitude.

A necessidade de mudarmos é uma das poucas certezas num mundo de incertezas. O ritmo a que o mundo se desenvolve e cresce é superior neste século do que em qualquer outro. A crescente globalização é incontornável. A Internet e os outros múltiplos meios de comunicação promovem a difusão em tempo real. A informação cruza o globo. As marcas são universais. As empresas têm acesso a qualquer mercado, a competição é global. As diferenças culturais e de mercado esbatem-se. Os modelos de negócio “copiam-se”. Os extremos tocam-se.

Ditaduras de décadas esfumam-se em semanas e o poder é, afinal, tão relativo…

Por isso, a mensagem deve mudar também. O que foi direito adquirido no passado não é garantia de futuro.

Abraçar a mudança com convicção é lutar por um futuro melhor. É considerar essa como a única alternativa e ter disponibilidade para arriscar. É um exercício pleno de liberdade, por não se ficar amarrado ao passado nem tão pouco ao presente.

Os maiores inimigos são a resignação e a vitimização. E estes são precisamente os dois aspectos que nos levam a perder tantas oportunidades de criar o futuro, liderando.

Este é um desafio ao nosso alcance. Se tivermos a atitude correcta perante a incerteza. A necessidade de mudança, com coragem.

Artigo originalmente publicado no jornal OJE.

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