Houve muito que nos marcou de forma negativa nos últimos 12 meses e, provavelmente, continuará a haver, o que torna ainda mais especiais todos os acontecimentos positivos. Reconhecer esses momentos, celebrar as vitórias individuais e coletivas e agradecer é crucial
POR ÁUREA MALAINHO ARAÚJO

O ano de 2020 começou de forma promissora, com a ambição, as metas e os planos próprios dos arranques de ano. O que parecia ser um episódio mais ou menos longínquo de contágio rapidamente se tornou numa pandemia e, em Março, vimos as nossas vidas tomarem o rumo de uma mudança mais duradora e disruptiva do que inicialmente esperaríamos.

Mudou a forma como vivemos e nos relacionamos com familiares, amigos, parceiros, e clientes; mudou a forma como, onde e quando trabalhamos; ficámos fisicamente mais distantes e virtualmente mais próximos. Mas nada abalou o compromisso com a nossa Missão de Salvar e Prolongar Vidas.

Na Baxter, temos demonstrado uma capacidade notável de adaptação e resiliência, o que nos permitiu continuar a levar por diante o nosso trabalho e entregar valor aos nossos doentes e parceiros.

O PRINCÍPIO. Quando a pandemia começou, na Baxter, como em muitas empresas, assistiu-se a uma congregação imediata de esforços para conseguir uma resposta rápida a eficaz a um momento de crise: as pessoas focaram-se nas questões essenciais, trabalharam colaborativamente para encontrar soluções ajustadas aos clientes internos e externos, redefiniram processos e acomodaram a mudança de forma quase entusiástica. Trabalhar a partir de casa foi uma surpresa agradavelmente positiva para muitos, incluindo para os mais céticos.

O MEIO. Contrariando as expectativas mais otimistas, este sprint inicial viu-se transformado, em poucos meses, numa corrida de fundo sem que se lhe conhecesse a meta. A situação de vigilância constante, a contínua adaptação e incerteza, trouxeram consigo um sentimento generalizado de frustração e saudade por um estilo de vida (e de trabalho) que, começava a ficar claro, não se iria recuperar na sua plenitude. Trabalhar de casa continuava a ser uma bênção, mas também uma maldição. O espaço e o tempo de trabalho ficaram muito mais difusos e menos distinguíveis da vida pessoal e profissional.

Nesta altura, a importância de uma Comunicação Interna, de canal aberto e bi-direcional, tornou-se ainda mais premente. Enquanto Companhia mantivemos o compromisso de sermos totalmente transparentes, transmitindo mensagens e diretrizes consistentes, claras e ajustadas e fornecendo uma quadro de relativa previsibilidade numa circunstância caraterizada pela imprevisibilidade. Os esforços de comunicação interna, serviram também o propósito de ouvir, colocar as pessoas em comum, estimular a partilha de experiências, cultivar o otimismo realista e ajustar as respostas internas às necessidades das pessoas.

NÃO É O FIM. Hoje ainda não sabemos como a situação pandémica vai evoluir no curto prazo, quando e como vai terminar ou a real dimensão dos seus impactos socais, económicos e psicológicos.

Houve muito que nos marcou de forma negativa nos últimos 12 meses, e provavelmente, continuaa a haver, o que torna ainda mais especiais todos os acontecimentos positivos. Reconhecer esses momentos, celebrar as vitórias individuais e coletivas e agradecer é crucial.

O caminho a fazer é o de reforçar os recursos de resiliência das pessoas, garantir de forma continuada a sua saúde, segurança e bem-estar e preparar o futuro, reimaginando e construindo coletivamente um novo normal.