Aprendemos que o capital e o trabalho constituem os factores de produção por excelência que estimulam a economia. Mas também sabemos que, em particular nos últimos 30 anos, o crescimento económico tem deixado muito a desejar ao ponto de se considerar, e aceitar, a estagnação como o “novo normal”. A novidade reside na existência de um novo factor de produção – protagonizado pela Inteligência Artificial – o qual, e de acordo com um relatório lançado esta semana pela Accenture, promete reescrever a história do crescimento económico um pouco por todo o mundo
POR HELENA OLIVEIRA

Em todo o mundo, as taxas de crescimento do PIB estão a “encolher”. Esta contracção caracteriza não só os últimos anos, mas as três últimas décadas. Por outro lado, as principais medidas de eficiência económica encontram-se numa trajectória descendente, tendo em conta as tendências demográficas que apontam para uma população envelhecida e para um abrandamento nas taxas de natalidade, o que acaba por comprometer o crescimento da força laboral no mundo desenvolvido, apresentando-se este em modo de estagnação e até em declínio em alguns países.

Tendo em conta estas tendências pouco auspiciosas, são muitos os analistas que afirmam que a economia estagnada é o “novo normal”. E mais pessimista ainda mostra-se o economista Robert Gordon, autor do livro “The Rise and Fall of American Growth” e que retrata, em detalhe, a história do crescimento económico na América, ao mesmo tempo que prevê um futuro pouco brilhante para o mesmo.

Gordan é citado num novo estudo realizado pela Accenture, intitulado “Por que é que a Inteligência Artificial é o futuro do crescimento” e apresentado esta semana durante a Web Summit em Lisboa, e que teve como objecto de análise o impacto da Inteligência Artificial (IA) em 12 economias desenvolvidas.

Gordon, que prevê que o crescimento se mantenha no mesmo passo de tartaruga que tem vindo a caracterizar a economia desde 2004, acredita que os dois últimos séculos das “grandes invenções”, como os navios a vapor e o telégrafo, não se irão repetir e que será este défice de inovação, combinado com tendências demográficas desfavoráveis, resultados educativos debilitados e com o aumento das desigualdades de rendimentos, o principal responsável pelo abrandamento do progresso económico.

Mas se o economista norte-americano até poderá ter razão num aspecto – de que estamos a testemunhar o fim do crescimento e da prosperidade tal como os conhecemos – a verdade é que também está a subestimar – e muito – uma importantíssima parte desta (nova) história: o elemento em falta, e como escrevem os autores do relatório produzido pela Accenture, Mark Purdy, responsável pela área de pesquisa do Accenture Institute for High Performance e Paul Daugherty, Chief Technoloy Officer da consultora, é a forma como as novas tecnologias estão a afectar o crescimento na economia. O VER resume o essencial deste estudo, sublinhando a sua clareza – com vários exemplos práticos retratados – e a “ajuda” à compreensão dos motivos subjacentes à necessidade de as empresas, e os seus líderes, levarem muito a sério a inteligência artificial, não como uma “moda futurista”, mas sim como uma realidade à qual, e para seu próprio bem, não deverão escapar.

© DR
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Inteligência Artificial enquanto híbrido capital-trabalho

Recordando o bê-a-bá das ciências económicas, sabemos que, tradicionalmente, o capital e o trabalho são os “factores de produção” por excelência que estimulam o crescimento na economia – sendo que o crescimento ocorre quando existe um aumento do stock de capital ou de trabalho, ou quando estes são utilizados de forma mais eficiente. Por seu turno, o crescimento proveniente das inovações e das mudanças tecnológicas na economia é tido em conta na denominada produtividade total dos factores (PTF).

Mas, e como alertam os autores, os economistas sempre pensaram nas novas tecnologias enquanto estímulo para o crescimento, tendo em conta a sua capacidade para melhorar a PTF, o que fez sentido para as tecnologias que nos habituámos a ter até agora. Como sabemos, os grandes progressos tecnológicos ao longo dos últimos 100 anos – a electricidade, os caminhos-de-ferro e as Tecnologias de Informação – apesar de terem dinamizado a produtividade para níveis jamais vistos, não criaram forças de trabalho inteiramente novas.

Mas hoje estamos a testemunhar o levantar voo de um outro conjunto de tecnologias absolutamente transformadoras, e comummente referidas como “Inteligência Artificial”, as quais ainda são vistas como similares às invenções tecnológicas do passado. Todavia, questionam os autores do estudo, e se a IA não for apenas outro estímulo para a PTF, mas antes um factor de produção inteiramente novo?

A chave, respondem, reside no facto de se considerar a IA como um híbrido capital-trabalho.

Por um lado, a IA consegue replicar as actividades laborais a uma escala e velocidade quase inimaginável e até realizar algumas tarefas que estão para além das capacidades dos próprios humanos. Adicionalmente, em algumas das suas áreas existe também a possibilidade de “aprenderem” mais rápido do que os humanos, apesar de não o conseguirem fazer de uma forma tão profunda (e ainda bem). O exemplo escolhido pelo estudo da Accenture nesta matéria diz respeito aos “assistentes virtuais” [que estão já a ser utilizados em várias profissões], os quais conseguem rever um milhar de documentos legais em poucos dias, um trabalho que, caso fosse feito por pelo menos três humanos, demoraria cerca de seis meses até estar terminado.

De forma similar, a IA pode também assumir a forma de capital físico enquanto robots ou máquinas inteligentes. E, ao contrário do capital convencional, que integra as máquinas e os edifícios, pode realmente melhorar-se a si mesma com o tempo, graças às suas capacidades de auto-aprendizagem.

Como já anteriormente referido, o estudo em causa analisou e, através de modelos preditivos, o impacto da IA, em 12 economias desenvolvidas, concluindo que se a mesma for considerada como um novo factor de produção e não apenas como um intensificador de produtividade, este poderá ser explosivo. As previsões para as 12 economias, em termos de taxas de crescimento anuais e tendo como base um cenário no qual a IA foi adoptada, poderão ser vistas aqui.

As novas avenidas do crescimento

De acordo com o estudo publicado pela Accenture e se a IA for considerada como um novo factor de produção, o crescimento da economia poderá ser atingido, e expandido, em pelo menos três casos.

Através da denominada “automação inteligente” e criando uma força de trabalho virtual. Complementando e melhorando as competências e as capacidades das forças laborais, bem como o capital físico, já existentes. E, tal como já aconteceu com as tecnologias suas antecessoras, estimular a inovação na economia. E, defendem os autores, com o tempo, todas estas novas “funcionalidades” transformar-se-ão num catalisador para uma transformação estrutural alargada, se as economias utilizarem a IA não só para fazer coisas diferentes, mas para se diferenciarem a si mesmas.

  • Automação inteligente: adaptabilidade e agilidade
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© IPsoft

Começando pela automação inteligente, que já está em curso em várias áreas, a primeira característica sublinhada pelo estudo diz respeito à capacidade de se automatizar tarefas complexas do mundo físico e que exigem adaptabilidade e agilidade. Considerando o trabalho de remoção de mercadorias num armazém, o qual assenta na capacidade das pessoas “navegarem” em espaços congestionados e contornar obstáculos, os autores dão o exemplo da Fetch Robotics, cujos robots utilizam lasers e sensores 3D para fazerem o transporte de mercadorias de forma segura e “partilhando” o mesmo espaço daqueles que trabalham nos armazéns, ou seja, trabalhando em conjunto e de forma complementar com os humanos.

Indo ainda mais longe, uma segunda característica da automação inteligente “movida” a IA, consiste na capacidade de esta conseguir resolver problemas diversos em várias indústrias e respectivas profissões. Os autores apresentam a assistente digital Amelia, uma”agente cognitiva” ou uma plataforma de IA criada pela IPsoft , a qual possui capacidades de processamento de linguagem natural e que, entre muitas tarefas, tem ajudado os engenheiros de manutenção que trabalham em locais remotos. Depois de ter “lido” – e processado – todos os manuais, a assistente Amelia consegue diagnosticar um problema e sugerir, de imediato, a sua resolução. Esta plataforma aprendeu também as respostas às 120 questões mais frequentemente colocadas por corretores hipotecários e foi também utilizada no sector da banca para lidar com consultas financeiras similares, ou seja com tarefas intensivas e tradicionalmente fastidiosas.

Por último, a terceira e também mais poderosa característica da automação inteligente é a auto-aprendizagem, possibilitada pela “repetição” em alta escala. Ou seja, a Amelia, e como qualquer outro empregado consciencioso, escrevem os autores, reconhece as falhas existentes nos seus próprios conhecimentos e esforça-se por melhorar. Se lhe é apresentada uma nova questão à qual não sabe responder, “transmite-a” a um colega humano e observa a forma como este resolve o problema em causa, “apre(e)ndendo-o” de seguida. E esta característica de auto-aprendizagem consiste numa mudança fundamental, na medida em que, e ao contrário da degradação do capital automatizado tradicional, os activos da automação inteligente podem ser continuamente ser melhorados.

  • O “aumento” do trabalho e do capital
© FANUC
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Apesar de ser um dos temas que mais polémica e temor tem gerado – a da substituição do trabalho humano pelas máquinas – e com razões objectivas para tal, uma parte significativa do crescimento económico proveniente da IA não residirá na substituição do trabalho e do capital existentes, mas sim na possibilidade de estes serem usados de uma forma mais eficaz e eficiente. Pelo menos é o que defendem os autores deste relatório.

Ou seja e por exemplo, a IA poderá permitir que os humanos se concentrem nas tarefas de “maior valor” inerentes às suas funções, deixando o que é mais “automático” para as máquinas. O relatório da Accenture dá o exemplo dos funcionários dos hotéis responsáveis pelo serviço de quartos e do Relay, uma frota de robots desenvolvida pela Savioke, e que no ano passado respondeu a cerca de 11 mil pedidos de clientes em cinco grandes cadeias de hotéis onde foi introduzida. Tal como Steve Savioke, CEO da empresa e citado no relatório, afirma “a Relay permite que o staff redireccione o seu tempo no sentido de aumentar a satisfação do cliente”.

Adicionalmente, a IA “reforça” também o trabalho ao complementar as capacidades humanas, oferecendo aos empregados novas ferramentas que permitem melhorar a sua “inteligência natural”. Dando como exemplo a Praedicat, uma empresa que fornece serviços de análise de risco para seguros patrimoniais e de acidentes, o relatório da Accenture explica como esta empresa, através de uma plataforma de “machine learning” e de processamento de big data consegue “ler” mais de 22 milhões de papers científicos que identificam riscos potencialmente graves, conferindo às seguradoras uma noção muito mais correcta do preço do risco, bem como a possibilidade de criarem até novos planos de seguros.

A IA pode igualmente melhorar a eficiência do capital, um factor crucial sobretudo em indústrias nas quais este representa custos elevados não recuperados. Por exemplo, na manufactura, a empresa de robótica industrial Fanuc estabeleceu uma parceria com a Cisco e com outras empresas para a criação de uma plataforma que visa reduzir os períodos de paralisação das fábricas – e cujas estimativas de custo elaboradas para um grande fabricante de automóveis se cifram em 20 mil dólares por minuto. O sistema, apelidado de Fanuc Intelligent Edge Link and Drive (FIELD), é uma plataforma analítica que “captura” e analisa dados provenientes de partes distintas do processo de produção para o conseguir “ampliar”. O sistema foi já implementado num “teste de paralisação zero” ao longo de 18 meses num determinado fabricante, o qual reportou poupanças significativas de custos.

  • Difusão da inovação e propagação económica
© DR
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De acordo com os autores do estudo, um dos benefícios menos discutidos da IA é a sua capacidade para estimular a inovação à medida que se vai “propagando” na economia.

O exemplo mais comum são os veículos autónomos ou sem condutor. Através de uma combinação de laser, de sistemas de georreferenciação, radares, câmaras, visão computacional e algoritmos de “machine learning”, estes veículos autónomos possibilitam que a máquina “sinta” o que se passa nas suas imediações e que aja em concordância. O relatório chama a atenção para o facto de que, e neste caso em particular (apesar de existirem muitos outros), não são apenas as tecnológicas de Silicon Valley que estão a entrar no mercado, mas empresas tradicionais de relevo que estão a construir parcerias para permanecerem “relevantes”. Por exemplo, a BMW está a colaborar com o gigantesco motor de busca chinês, o Baidu, enquanto a Ford se uniu ao MIT e à Universidade de Stanford para o mesmo efeito.

E como a inovação gera inovação, o impacto potencial dos veículos autónomos nas economias poder-se-á estender bem além da indústria automóvel. Os fornecedores de serviços móveis podem contar com uma procura ainda mais significativa de subscritores/clientes enquanto, na medida em que não sendo necessário tomar atenção à estrada, os ocupantes dos veículos terão tempo livre nas suas viagens para actividades de lazer variadas, despendendo mais tempo na internet o que, por seu turno, poderá dar origem a novas oportunidades de publicidade para os fornecedores de serviços, em conjunto com oportunidades de vendas para os seus parceiros retalhistas. E, de regresso mais uma vez à indústria dos seguros, os autores sublinham também que esta poderá criar novas fontes de receitas provenientes da gigantesca quantidade de dados que os veículos autónomos irão gerar. Ao combinar estes dados com, por exemplo, os telefones inteligentes e os sistemas de transportes públicos, as seguradoras poderão não só construir um retrato muito mais completo dos seus clientes, como também criar novas políticas que assegurem a sua mobilidade total, e não só a própria condução.

Os dados do tráfego e das estradas, em tempo real e extremamente precisos, gerados pelos veículos autónomos poderão ainda contribuir para complementar outras fontes de informação que permitam às autoridades locais alterarem, por exemplo, a forma como “cobram” a utilização das estradas. E poderão existir ainda benefícios sociais significativos. Espera-se que estes veículos autónomos e inteligentes reduzam o número de acidentes nas estradas, bem como outro tipo de fatalidades associadas ao tráfego, o que poderá fazer desta tecnologia um das mais transformadoras iniciativas de saúde pública da história humana, defendem também os autores. Adicionalmente, podem ainda conferir independência a pessoas que, por sofrerem de alguma deficiência, estavam inibidas de conduzir, o que poderá também aumentar a empregabilidade das mesmas, na medida em que e muitas vezes, é esta falta de mobilidade que as impede de trabalhar.

Em suma, estamos perante mais uma (r)evolução, a qual poderá ser tão significativa quanto foi a da Internet na década de 90. E para quem não quiser ficar parado no tempo, cada minuto que passa poderá ser um minuto perdido.


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Sucesso da IA dependerá da estratégia dos… humanos

Entre os alertas mais pessimistas de Elon Musk, que já afirmou que a inteligência artificial poderá ser a “maior ameaça existencial” para a humanidade (apesar de ser também um dos seus maiores entusiastas) e a do visionário e inventor Ray Kurzweil que acredita que a mesma nos poderá ajudar a abordar, com potenciais progressos. “os maiores desafios” a nível global –visões que o VER tem vindo a divulgar e a analisar ao longo dos últimos anos – a verdade é que o sucesso da IA dependerá, e muito, da forma como nos preparemos para a utilizar.

O período de transição será de crucial importância e, para os autores deste relatório, para cumprir as promessas inerentes à inteligência artificial aqui resumidas – nomeadamente enquanto novo factor de produção que poderá estimular o crescimento económico – os stakeholders mais relevantes deverão estar amplamente preparados para esta complexa tarefa: tanto ao nível intelectual, como tecnológico, como político, social e, muito importante, ético. E, para a integrar da melhor forma nas nossas vidas, o ponto de partida deverá ser o de compreendermos a complexidade de todas estas questões.

  • Preparar a próxima geração para o futuro da IA

Integrar com sucesso a inteligência humana com a inteligência das máquinas, para que possam coexistir num relacionamento de aprendizagem “mútuo”, será de importância extrema, escrevem os autores. E à medida que a divisão de tarefas entre homem e máquina se altera, os decisores políticos deverão, igualmente, reavaliar o tipo de conhecimento e competências destinados às gerações futuras, os quais serão substancialmente diferentes dos existentes na actualidade.

Actualmente, a educação tecnológica tem apenas um “sentido”, ou seja, as pessoas aprendem a usar as máquinas que têm ao seu dispor e ponto final. Mas e cada vez mais, esta “rua de sentido único” irá transformar-se, na medida em que as máquinas irão aprender com os humanos, e estes com as máquinas. O exemplo escolhido pela Accenture para ilustrar esta relação biunívoca é a dos trabalhadores nos serviços ao cliente que deverão servir como “modelo” aos seus colegas digitais e vice-versa.

Adicionalmente, as competências técnicas irão não só ser diferentes, como cada vez mais necessárias para desenhar e implementar sistemas de IA, beneficiando de conhecimentos especializados em várias áreas, como a robótica, a visão [computacional], o áudio e o reconhecimento de padrões. Mas as competências interpessoais, a criatividade e a inteligência emocional irão adquirir uma importância bastante superior à que já existe hoje.

  • Abordar, criteriosamente, os efeitos de redistribuição

Muitos observadores estão preocupados com o facto de a IA vir a eliminar postos de trabalho, aumentar a desigualdade e diminuir os rendimentos. O que explica também o aumento de protestos em todo o mundo e as discussões, em vários países, como é o caso da Suíça, sobre a necessidade, mais cedo ou mais tarde, de um rendimento básico universal. E parece chegada a hora de os decisores políticos começarem a reconhecer que todas estas apreensões são válidas. E, para os responsáveis pelo estudo da Accenture, a resposta a estas mesmas preocupações, legítimas, deverá ser “dupla”.

Em primeiro lugar, os decisores políticos deverão clarificar de que forma é que a inteligência artificial poderá resultar em benefícios tangíveis. Por exemplo e de acordo com um outro estudo realizado por esta mesma consultora, a IA tem potencial para aumentar a satisfação no trabalho: 84% dos gestores respondentes acreditam que as máquinas os tornam mais eficazes e que aumentam o interesse do seu próprio trabalho.

E, para além do local de trabalho, a IA promete aliviar, também, alguns dos mais preocupantes desafios globais, de que são exemplo as alterações climáticas (na medida em que aumentarão a eficiência dos transportes), bem como o acesso aos cuidados de saúde (reduzindo a pressão de sistemas sobrecarregados). Benefícios desta natureza deverão, contudo, ser claramente articulados para encorajar uma perspectiva mais positiva do potencial da IA.

Em segundo, os decisores políticos precisam igualmente de abordar activamente e antecipar os efeitos negativos da IA. A verdade é que alguns grupos serão afectados desproporcionalmente por todas estas mudanças em curso. E, para prevenirem reacções potencialmente adversas, deverão também identificar os grupos que maior risco de “deslocação” poderão sofrer, criando estratégias que se concentrem exactamente na sua reintegração na economia.

O estudo da Accenture aborda ainda os desafios éticos relacionadas com a nova era da inteligência artificial, tema a que o VER tem vindo a dar particular atenção. E sobre o qual continuaremos a escrever. 

Fonte: Por que é que a Inteligência Artificial é o futuro do crescimento © Accenture