A Nova SBE, que aposta na formação dos seus alunos “enquanto pessoas e cidadãos”, integra essa visão holística nos seus programas de Formação de Executivos (cuja edição de 2015 arranca já em Janeiro), os quais dão competências “da gestão assente no desenvolvimento sustentável e na partilha de valor”. Em entrevista, o director da Faculdade sublinha os investimentos significativos que a mesma vem fazendo “no desenho de soluções formativas que respondem às necessidades que as organizações enfrentam”
POR GABRIELA COSTA

A Formação de Executivos da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), disponível em Programas Abertos, estrutura-se em três eixos distintos: O primeiro é o Career Track, que dá formação em gestão para profissionais em diferentes fases da sua carreira, incluindo o Management Acceleration Program (para profissionais que iniciaram recentemente a sua carreira e pretendem adquirir ferramentas de gestão para acelerar a sua progressão profissional); o Curso Geral de Gestão (o mais antigo programa de formação de executivos de Portugal, e que se destina a profissionais experientes que assumem posições de liderança e necessitam de um conjunto de competências abrangentes de gestão); e o Intensive Management Program (orientado para executivos de topo que necessitam de construir uma visão global do enquadramento estratégico em que a sua organização se insere).

No eixo “Competence Specific”, a Nova SBE mantém um leque de programas de formação ao mais alto nível, em áreas de conhecimento como Negociação, Liderança e Finanças, assente “na excelência de um corpo académico internacional e na produção de trabalho de investigação publicado nas mais importantes revistas científicas do mundo”.

Finalmente, o eixo Sector Specific oferece um conjunto de programas diferenciados para profissionais de diversos sectores de actividade (Managing the Law Firm, Managing the Family Business e Leadership in Healthcare Delivery), que “reflectem a proximidade existente entre a escola e a realidade empresarial”, e cujos case studies são utilizados nas aulas e nos projectos de investigação académica.

No âmbito da Formação de Executivos, a faculdade desenvolve também programas customizados para organizações líderes no contexto nacional e internacional, os quais são desenhados tendo em vista o desenvolvimento de uma formação “ligada ao mundo real e que contribua, de forma diferenciadora, para aumentar a produtividade das empresas”.

[pull_quote_left]“A prioridade para 2015 é sermos relevantes para as economias onde estamos: Lisboa, Luanda, Maputo e São Paulo”[/pull_quote_left]

Recentemente distinguida, mais uma vez, pelo Ranking do Financial Times, cujos resultados para a Formação de Executivos a consideram a Escola de Negócios portuguesa com maior presença no mundo, a Nova SBE lança em 2015 mais uma edição dos seus programas para executivos.

Em entrevista ao VER, o professor José Ferreira Machado, director da Nova SBE e CEO da Formação de Executivos, afirma que “as oportunidades de diálogo próximo com as empresas e o mercado de trabalho são fundamentais para a relevância da oferta” da faculdade, defendendo que a liderança em boas práticas “vai influenciar positivamente o rumo dos negócios no mundo”.

Que apostas fará a Formação de Executivos da Nova SBE em Portugal, em 2015, ao nível dos três eixos que estruturam o seu portefólio – “Career Track”, “Skill Specific” e “Sector Specific” –, com vista ao seu crescimento e consolidação?

Vamos começar por reforçar a comunicação dos nossos programas nos três eixos do nosso portefólio (Desenvolvimento de Carreira, Competências Específicas e Formação Sectorial) e vamos lançar um novo programa na área de Finanças. Este será integrado no contexto do eixo Competências Específicas (Skill Specific) e destina-se a executivos sem formação financeira.

O Finance for Non-Financial Managers vai dotar os gestores de ferramentas e conhecimento indispensáveis à interpretação e análise de documentos financeiros, à avaliação de projectos, bem como ao exercício de orçamentação e controlo de gestão. Temos as maiores expectativas que este novo programa venha contribuir muito positivamente para esse processo, acelerando o sucesso profissional dos gestores e o sucesso das empresas.

A Formação de Executivos da Nova SBE oferece formação em competências de Gestão a profissionais em diferentes fases da sua carreira, mas também formação em Negociação, Liderança e Finanças, e um conjunto de programas diferenciados, em função da especificidade de vários sectores de actividade. Que expectativas têm para as próximas edições já agendadas, no que diz respeito aos programas abertos?

Estamos muito entusiasmados com as próximas edições dos nossos programas. Pretendemos aprofundar ainda mais algumas dimensões práticas da nossa experiência formativa.

No que diz respeito ao Curso Geral de Gestão, iremos consolidar o exercício de simulação de gestão. Este permite aos participantes, no final do programa, assumirem a gestão trezentos e sessenta graus de um negócio, num ambiente competitivo e colaborativo entre equipas, aplicando de forma interactiva e muito realista os conhecimentos adquiridos ao longo das sessões, e sentindo a “causa-efeito” das suas decisões (e indecisões), de forma muito próxima à da realidade.

[pull_quote_right]“O Curso Geral de Gestão permite aos participantes assumirem a gestão trezentos e sessenta graus de um negócio, num ambiente competitivo e colaborativo”[/pull_quote_right]

Vamos também aprofundar a experiência do business project, através do qual os participantes trabalham em grupo um determinado desafio como, por exemplo, o lançamento de um produto/negócio, ou uma problemática actual e real do seu contexto profissional. Estes trabalhos são acompanhados de muito perto pelo corpo docente, que orienta o desenvolvimento gradual das soluções para esses desafios reais, o que permite uma aplicação prática e imediata dos conhecimentos transmitidos e adquiridos.

Relativamente ao Advanced Negotiation Program, vamos também consolidar a experiência de simulação, uma das grandes novidades desta edição do nosso programa. Trata-se de simulação avançada que não substitui a interacção negocial presencial mas que contribui para um maior realismo dos exercícios sequenciais realizados. A simulação vai criar maior complexidade às negociações, com momentos de interdependência entre a acção passada e o contexto presente e permite uma análise da performance nas mais variadas dimensões negociais – incluindo a construção de relações a prazo com os parceiros do negócio.

Por último, iremos ainda introduzir uma sessão de follow-up, conduzida vários meses após a realização do programa, onde convidamos os participantes a revisitarem a aprendizagem, partilharem (entre eles e com o corpo docente) experiências práticas de aplicação dos conhecimentos adquiridos e reflectirem sobre a forma como o programa impactou a condução de negociações formais e informais nas suas vidas profissionais.

De que modo será dinamizada a parceria recentemente estabelecida com a ACEGE – que oferece condições especiais aos seus associados na frequência dos programas da Formação de Executivos da Nova SBE -, e qual a sua relevância para aprofundar a já estreita relação da faculdade com as empresas e o mercado de trabalho?

A parceria pretende dar a conhecer e facilitar a adesão dos associados da ACEGE ao portefólio de programas da Formação de Executivos da Nova SBE e impactar positivamente a forma como estes conduzem os seus negócios.

Por outro lado, vamos ficar atentos à percepção dos associados da ACEGE relativamente ao nosso portefólio bem como à forma como a participação nos nossos programas contribuiu para a gestão dos seus negócios. Estas oportunidades de diálogo próximo com as empresas e o mercado de trabalho são fundamentais para a qualidade e relevância da nossa oferta junto dos gestores e das empresas.

Que leitura faz, no actual contexto socioeconómico, da adequação da oferta educativa das Escolas de Negócios à preparação de profissionais para enfrentarem os inúmeros desafios da realidade do mercado de trabalho?

A maioria das organizações e dos gestores enfrentam transformações profundas nos seus contextos profissionais. Procuram ser mais agéis, mais internacionais e mais eficazes na utilização dos seus recursos. Temos feito investimentos significativos no desenho de soluções formativas que permitem dar resposta a estas necessidades, apoiando ao máximo estas transições, de uma forma eficiente, minimizando ansiedades, e evidenciando as oportunidades que estas mudanças trazem.

[pull_quote_left]“No Advanced Negotiation Program, a novidade é uma experiência de simulação avançada que analisa a performance nas mais variadas dimensões negociais”[/pull_quote_left]

E temos sido muito bem-sucedidos nessa missão, como atesta um questionário recentemente realizado junto dos participantes nos nossos programas, entre 2010 e 2013, e que resultou nos seguintes indicadores: 44% dos inquiridos foram promovidos dentro da mesma empresa ou evoluíram para um novo cargo numa outra empresa; 87% declarou que a participação no programa contribuiu explicitamente e de forma favorável para a evolução na carreira; as promoções ocorreram, em média, 14 meses após a participação no programa.

O que reflectem os resultados do ranking Financial Times para a Formação de Executivos da Nova SBE, que a consideram a Escola de Negócios portuguesa com maior presença no mundo, e que previsões têm para a internacionalização desta Formação, em novos destinos?

Os resultados do ranking do Financial Times para a Formação de Executivos da Nova reflectem o enorme trabalho desenvolvido em prol da internacionalização e a consolidação da presença da escola em quatro mercados – Portugal, Angola, Brasil e Moçambique – e em três continentes distintos.

[pull_quote_right]“A parceria com a ACEGE pretende impactar positivamente a forma como os seus associados conduzem os seus negócios”[/pull_quote_right]

A médio prazo pretendemos ter uma oferta formativa uniforme em todas as quatro localizações, com programas com módulos comuns para que participantes de diversas localizações tenham a oportunidade de interagir entre eles. O objectivo é não só enriquecer a experiência formativa, como também criar oportunidades de networking e, assim, acrescentar valor ao próprio programa.

A prioridade para o corrente ano é consolidar a internacionalização, para que a visão de uma escola, quatro localizações (Lisboa, Luanda, Maputo e São Paulo) seja cada vez mais uma realidade. O nosso grande objectivo é sermos relevantes para as economias onde estamos. Temos, por isso, muito trabalho pela frente.

Na sua opinião, o que representa, no âmbito do princípio de formação holística (que alia às competências académicas valores humanos e sociais) que rege toda a missão educativa da Nova SBE, o facto de serem considerados a melhor Escola de Negócios portuguesa, e um paradigma para outras instituições académicas?

Os estudantes da Nova SBE são a grande prioridade da Escola e o seu maior orgulho. A Nova School of Business and Economics desenvolve uma formação integral do aluno, privilegiando um papel cada vez mais activo e participativo do estudante não só na vida académica mas em todas as restantes áreas da sua vida. Preocupamo-nos com a formação técnica e académica dos jovens mas também com a sua formação enquanto pessoas e cidadãos. Para tal, parece-nos fundamental que os nossos alunos se inteirem, participando e intervindo o mais cedo possível na sociedade civil.

Procuramos integrar esta preocupação também na nossa Formação de Executivos, integrando nos nossos programas especialistas e cadeiras que oferecem uma visão holística da gestão assente no desenvolvimento sustentável e na importância da partilha de valor, já referenciada por Porter.

Temos consciência da nossa responsabilidade perante estudantes, gestores e empresas que nos procuram, mas também face às restantes escolas e sociedade que, de uma forma geral, procuram na Nova SBE um exemplo a seguir. Queremos continuar a liderar também em boas práticas e acreditamos que essa preocupação contagia os nossos estudantes e vai, com certeza, influenciar positivamente o rumo dos negócios no mundo.

Leia também: “Desenvolvemos a formação holística dos nossos alunos”

Gabriela Costa

Jornalista