Um em cada três empresários cristãos recusa recorrer ao crédito para não acumular dívidas. Sobre o risco de crise de crédito no país, o universo mostra-se dividido. Metade dos inquiridos acredita ainda que o país não irá ultrapassar a crise sem recorrer a nova ajuda externa. Estas são algumas conclusões do barómetro de Novembro da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE)

O estudo de opinião mensal da ACEGE, do jornal OJE e da Rádio Renascença realizado junto de altos responsáveis de empresas portuguesas é constituído por perguntas de sentimento económico formuladas pelos três parceiros da iniciativa e enviadas aos gestores associados da ACEGE. Assim e de acordo com os resultados relativos ao mês de Novembro, um terço dos inquiridos rejeita mais crédito, mas metade admite que, se tivesse acesso a dinheiro fresco, aproveitava para reforçar ou mesmo apostar nas exportações.

As opiniões dos gestores dividem-se quando questionados sobre as declarações do Banco de Portugal, que afirmou que o País não corre o risco de registar uma crise de crédito: 44,1% discorda da entidade, considerando que há a hipótese de Portugal ter um credit crunch, enquanto 42,1% considera esse risco inexistente.

De sublinhar ainda que 50,3% dos executivos que integram a Associação Cristã de Empresários e Gestores considera que Portugal terá de recorrer a nova ajuda externa financeira após o término do actual pacote, mesmo que o Governo continue a fazer ajustes às contas públicas.

Já a maioria dos executivos (72,4%) considera que a produção das empresas vai aumentar com a eliminação dos feriados proposta pelo Executivo de Pedro Passos Coelho.

No que toca à sobrevivência do euro, os empresários cristãos (70%) não consideram que esteja em causa. Opinião diferente têm 21% dos respondentes.

Os empresários foram ainda inquiridos sobre o reforço do poder negocial das comissões de trabalhadores, em detrimento dos sindicatos – medida apresentada pelo Governo em sede de concertação social. A grande maioria (cerca de 78%) diz que prefere negociar com as comissões; 7% defendem os sindicatos.

O Barómetro conta ainda com a questão “Como define o seu estado de espírito em relação ao País?”, que se mantém ao longo dos meses, permitindo determinar uma tendência. Se, nas primeiras três edições, se notou o recrudescer do pessimismo entre inquiridos, nesta, os participantes “moderadamente pessimistas” desceram para 35,9%, dos anteriores 44,8%, e os “moderadamente optimistas” ascenderam a 19,3%, de 17,8%; ou seja, os empresários estão mais optimistas, havendo, no entanto, mais indefinidos, com os “nem pessimistas nem optimistas” a passarem de 17,2%, em Novembro, para os actuais 26,2%.

O barómetro mensal é promovido pela ACEGE, em parceria com o jornal OJE e com a Rádio Renascença,  contando ainda com a colaboração da Netsonda. Foi realizado entre 30 de Novembro e 2 de Dezembro, período em que foram inquiridos mais de dois mil associados e validadas 145 respostas.

Aceda aos resultados do Barómetro

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