Como habitualmente e nesta altura do ano em que tudo o que apetece é esquecer as rotinas e azáfamas habituais, o VER seleccionou um conjunto de livros que poderão ajudá-lo a reflectir – sem queimar os fusíveis – sobre alguns dos dilemas que enfrentamos enquanto sociedade, os quais, e como é óbvio, estão intimamente relacionados com as nossas próprias vidas. As sugestões são variadas e a ideia não é cansar anda mais a mente, antes despertá-la para os tempos futuros que se avizinham ou para o presente que já nos acolhe
POR HELENA OLIVEIRA

What We Owe Each Other: A New Social Contract for a Better Society
Minouche Shafik

“Precisamos de um novo contrato social adequado para o século XXI”, afirma Nemat Talaat Shafik, Baronesa Shafik, conhecida como Minouche Shafik, uma economista britânico-americana nascida no Egipto e que é Directora da London School of Economics desde Setembro de 2017. Com uma carreira diversificada, foi vice-governadora do Banco de Inglaterra e directora-geral adjunta do Fundo Monetário Internacional e sabe, portanto, do que fala. Como escreve no livro, “todos nós participamos todos os dias no contrato social e raramente paramos para pensar sobre isso. No entanto, os contratos sociais moldam todos os aspectos das nossas vidas, incluindo a forma como educamos os nossos filhos e nos empenhamos na educação, o que esperamos dos nossos empregadores ou como experimentamos a doença e a velhice. Todas estas actividades exigem que cooperemos com os outros para benefício mútuo, e os termos dessa cooperação definem o contrato social na nossa sociedade e a forma das nossas vidas”.

Como afirma também, são as leis e normas que sustentam estas interacções diárias. Em algumas sociedades, escreve, o contrato social depende mais de famílias e comunidades para apoio mútuo, enquanto em outras, o mercado e o Estado desempenham um papel mais importante. Mas, em todas as sociedades, espera-se que as pessoas contribuam para o bem comum quando são adultas, em troca de receberem cuidados quando são crianças ou jovens, idosas, ou incapazes de cuidar de si próprias.

Como explica Minouche Shafik, este livro nasceu do desejo de compreender as causas subjacentes à recente raiva manifestada na política polarizada, nas guerras culturais, nos conflitos sobre desigualdade e raça ou nas tensões intergeracionais sobre as alterações climáticas. E, nas investigações que fez para o seu livro, a autora concluiu que este descontentamento é generalizado. Como também escreve, quatro em cada cinco pessoas na China, Europa, Índia e Estados Unidos sentem que o sistema não está a funcionar para si mesmos e, na maioria das economias avançadas, os pais receiam que os seus filhos estejam e permaneçam em pior situação comparativamente à sua própria geração. Adicionalmente, a pandemia serviu como uma significativa e preocupante revelação ao atingir os mais vulneráveis – os idosos, os doentes, as mulheres e os que têm empregos precários – e tem vindo a mostrar, de forma crescente, as desigualdades mais duras e exacerbadas existentes.

Assim e para a autora, a maior parte desta insatisfação deriva do fracasso dos contratos sociais existentes em satisfazer as expectativas das pessoas, tanto em termos de segurança como de oportunidades. Velhas disposições foram quebradas por forças variadas, incluindo aquelas cujo impacto global na sociedade tem sido positivo. Estas incluem a mudança tecnológica, que está a revolucionar o trabalho, e a entrada de mulheres cada vez mais instruídas no mercado laboral, o que interfere com a sua capacidade de cuidar das crianças e dos idosos de forma gratuita. Olhando para o futuro, alerta também, o envelhecimento da população significa que teremos de encontrar novas formas de apoiar os idosos e as alterações climáticas obrigam-nos a trabalhar ainda mais para tornar o mundo ambientalmente sustentável.

A boa notícia, porém, é que é possível um novo contrato social que possa satisfazer a necessidade de segurança e de oportunidades das pessoas, ao mesmo tempo que aborda os desafios que afectam a sociedade como um todo. Este novo contrato social depende de três pilares: segurança, risco partilhado, e oportunidade. E é sobre este trio que versa este livro, verdadeiramente interessante e actual.

The Power of Ethics: How to Make Good Choices in a Complicated World 
Susan Liautaud

Deve uma estátua histórica ser retirada se, e à luz dos nossos dias, essa personagem passar a ser considerada não ética? Que considerações se deve ter antes de se enviar o nosso ADN para uma análise genética? Será suficiente que as empresas simplesmente cumpram apenas as suas obrigações legais ou devem ir bem mais além das mesmas?

Como sabemos, a ética pode ser muito complexa e os seus limites podem ser nebulosos. Um pouco por todo o mundo, existem vários líderes governamentais que parecem estar agir contra o bem-estar dos seus cidadãos, muitas empresas estão a dar prioridade aos lucros acima de tudo o resto, e a tecnologia representa riscos para a sociedade tanto através da inovação como da desinformação, com pouca ou nenhuma repercussão. Pessoalmente, tentamos arranjar estratégias para protegermos os nossos filhos online, ou fazer escolhas o mais informadas possíveis enquanto consumidores, ao mesmo tempo que tentamos arranjamos formas para lidar com a má conduta no trabalho.

Ou e em suma, não existem dúvidas que estamos a viver tempos de declínio moral e não é fácil visualizar o caminho que se segue para os ultrapassar.

Na verdade, desafios éticos actuais parecem situar-se cada vez mais numa zona cinzenta, muitas vezes sem uma solução clara, certa ou errada, o que complica sobremaneira uma tomada de decisão eficaz. Com estruturas de poder concentradas, avanços rápidos na tecnologia e regulamentação insuficiente para proteger os cidadãos e consumidores, a ética é mais difícil de compreender do que nunca. Neste livro, Susan Liautaud mostra como a ética pode ser usada para criar uma mudança radical de decisões que podem ter impacto positivo nas nossas famílias, comunidades, locais de trabalho, e também no mundo em geral, oferecendo uma oportunidade sem precedentes para podermos escolher bem.

Todavia, e para os leitores acostumados a obras filosóficas historicamente fundamentadas, normalmente de ampla abstracção ou argumentação técnica, este será, sem dúvida um livro diferente. Ou seja, a docente de Ética na Universidade de Stanford mostra que é possível escrever um livro sobre ética sem utilizar palavras como virtude ou utilitarismo e sem se socorrer de personalidades como Platão, Aritóteles, Kant ou Bentham, o que resulta, em certa medida, num livro ainda assim filosófico, mas mais centrado na eradigital: a aplicação do quadro de identificação de princípios orientadores eleitos pela autora, a recolha de informação relevante, a consideração de todas as partes interessadas e a antecipação de possíveis resultados têm como objectivo orientar os leitores para uma decisão o mais eticamente adequada.

Explorando alguns dos dilemas éticos mais desafiantes da actualidade e mostrando como é possível desenvolver um ponto de vista claro, falar com autoridade, tomar decisões eficazes e contribuir para um mundo mais ético para si e para os outros, este é guia muito apropriado para o século XXI.

Work: A Deep History, From the Stone Age to the Age of Robots
James Suzman

O antropólogo britânico James Suzman, que ficou conhecido pelo livro Affluence Without Abundance e pelo seu trabalho activista em prol das comunidades aborígenes tenta, neste novo best-seller, deslindar “a relação fundamental entre vida, energia, ordem e entropia”, tendo como ponto de partida algumas questões intemporais. Na medida em que o trabalho define quem somos, determina o nosso estatuto e dita como, onde e com quem passamos a maior parte do nosso tempo, ao mesmo tempo que avalia o nosso valor perante os outros e nós mesmos, moldando ainda os nossos valores, será que o nosso empenho, em muito casos, para se viver para trabalhar é realmente genuíno? Será que os nossos antepassados da Idade da Pedra também viveram para trabalhar e trabalharam para viver? E como seria um mundo onde o trabalho desempenhasse um papel muito menos importante? Tendo como base de pesquisa áreas tão díspares como a economia, a física, a biologia evolutiva ou a zoologia para examinar as diferentes abordagens da humanidade relativamente ao trabalho ao longo do tempo e focando-se em vária culturas, o autor detalha igualmente de que forma as novas competências e profissões humanas se desenvolveram aquando da formação das cidades há cerca de oito mil anos atrás, criando hierarquias de riqueza, estatuto e poder. Por outro lado, defende que a escassez de “parentesco íntimo e laços sociais” nas comunidades urbanas (em oposição às comunidades rurais) levou as pessoas a “vincular a sua identidade social cada vez mais estreitamente ao trabalho que fazem”. O reconhecido antropólogo demonstra igualmente como a nossa cultura de trabalho contemporânea tem as suas raízes na revolução agrícola de há dez mil anos, e que a nossa ideia do que é “ser humano” foi transformada pela transição da “procura de alimentos” para a produção alimentar, e, mais tarde, pela migração para as cidades, defendendo que, desde então, as relações interpessoais, bem como as que temos com os ambientes em que vivemos, nunca mais foram as mesmas (o que, e na verdade, não é propriamente uma surpresa). Ligando, de forma inteligente, o passado ao presente, Suzman acredita, e apoiado em bons argumentos, que nas economias modernas a automatização ameaça exacerbar a desigualdade, ideia que, e com sabemos, é partilhada por muitos especialistas de outras áreas, sendo uma realidade já visível. Mas, e por outro lado, defende igualmente que estamos no meio de um ponto igualmente transformador da história, e que, se implementada com as devidas atenções (as quais são explicadas no livro) a automação poderá revolucionar a nossa relação com o trabalho e, ao fazê-lo, abrir um futuro mais sustentável e equitativo para o nosso mundo e para nós próprios.

Dada a encruzilhada em que se encontra o futuro laboral, a leitura desde encontro entre o passado e o presente traça uma nova história através do prisma do trabalho muito útil para que possamos compreender um pouco melhor o caminho que nos espera.

Work Won’t Love You Back: How Devotion to Our Jobs Keeps Us Exploited, Exhausted, and Alone
Sarah Jaffe

Todos conhecemos o velho ditado que afirma que “se fizermos o que amamos, nunca teremos de trabalhar um único dia das nossas vidas”. Mas também temos a noção de que não é propriamente verdade que as palavras atribuídas a Confúcio sejam, realmente, uma realidade. A jornalista Sarah Jaffe, especializada em questões do mundo laboral, desigualdade e movimentos sociais, afirma, no seu novo livro, que é preciso parar de partilhar esta ideia – e ela é sobejamente partilhada, sim – pois a verdade é que todos os trabalhadores são pressionados a fazer sacrifícios, mesmo os que fazem aquilo “que amam”.

Para a autora, são demasiadas as pessoas que se deixam guiar por este mito de “trabalhar por amor”, ou seja, a ideia de que determinado trabalho não é realmente trabalho e que deve ser feito por amor à paixão que por ele se tem e não por causa do salário. Através de histórias de vida e experiências de vários tipos de trabalhadores – desde estagiários não remunerados a professores esgotados, aos que devotam o seu tempo a organizações sem fins lucrativos, não esquecendo o trabalho doméstico e até os atletas profissionais (entre vários outros exemplos), a autora parte da premissa que todos estamos a ser enganados por aquilo que denomina como “a nova tirania do trabalho”.

O livro está dividido em duas secções. A primeira cobre profissões de “cuidado” tradicionalmente enraizadas no trabalho não remunerado das mulheres; a segunda explora indústrias consideradas “criativas” ou as que são vistas como sendo, elas próprias, a recompensa necessária que nada tem a ver com questões financeiras. Cada capítulo abre com a narrativa pessoal de um trabalhador antes de mergulhar na história do sector em questão e termina com uma nota sobre os impactos provocados pela Covid-19 no mesmo. Músicos, professores do ensino secundário, criadores de jogos de vídeo, atletas profissionais, trabalhadores do comércio a retalho e pessoas afectas a associações sem fins lucrativos documentam as suas próprias lutas para conciliar a “paixão” pelo seu trabalho com sacrifícios aparentemente intermináveis de tempo ou remuneração.

Sarah Jaffe centra igualmente a sua pesquisa na mudança das compulsões culturais que rodeiam o trabalho à medida que este exige, cada vez mais, não só o nosso tempo, como se imiscui, sem remédio, também nas nossas mentes e com consequências para a vida que temos direito a ter, livre das pressões laborais constantes. Por outro lado, e pouco crente no tão mediatizado conceito de “felicidade no trabalho”, a jornalista, e de forma crua, afirma que esta é apenas mais uma “construção” ou o mais recente “truque” da ideologia capitalista em constante mudança. E, entrando nos bastidores dos salários estagnados e do aprofundamento da desigualdade de rendimentos, a premissa central do livro acaba por ser a de que esta falsa promessa apenas se traduz em trabalhadores cada vez mais explorados, exaustos e sozinhos.

Sarah Jaffe argumenta que a compreensão do conceito de trabalho assente na “armadilha do amor” irá capacitar-nos para trabalharmos menos e para exigirmos o valor que nos é devido face ao trabalho que desempenhamos. Uma vez libertados, podemos finalmente descobrir o que realmente nos dá alegria, prazer e satisfação, garante.

A autora examina igualmente as expectativas de mudança que o trabalho pode proporcionar em cada nova geração que entra no mercado de trabalho. Assim, e a seu ver, os Millennials, que iniciaram as suas carreiras na altura da crise financeira global de 2008, foram obrigados a fazer concessões. Uma sondagem da PwC mostra que quase um terço foi obrigado a aceitar um salário mais baixo, apenas 7% foram influenciados pela ética do seu empregador quando decidiram aceitar um emprego, enquanto 95% afirmaram que o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal era importante. Mas e pelo contrário, um inquérito da Deloitte à Geração Z concluiu que mais de três quartos dos entrevistados nascidos entre 1995 e 2012 pensam que trabalhar em organizações cujos valores se alinham com os seus é importante. Na medida em que esta geração dá menos importância ao salário do que os grupos etários anteriores, a prioridades não financeiras permitem aos empregadores motivar o pessoal sem lhe pagar mais. Todavia, até a geração mais recente no mundo do trabalho começa a considerar que este trade-off está a ir longe de mais.

O título provocador de Jaffe é apenas o mote para uma crítica, com alguma polémica, sem dúvida, aos trabalhadores sem poder de decisão e que vivem ainda iludidos com a ideia de deveriam adorar os seus empregos. No entanto, o livro deixa a desejar no que respeita a soluções possíveis, sendo igualmente verdade que amar o trabalho é um luxo que nem todos podemos almejar.

Para a jornalista, descobrir um objectivo na família, hobbies ou voluntariado pode ser mais gratificante do que procurá-lo no local de trabalho. E defende que embora as contrapartidas estejam a tornar-se mais difíceis, sacrificar a paixão no trabalho para a encontrar na vida no exterior é uma aposta cada vez mais sensata.

How to Avoid a Climate Disaster: The Solutions We Have and the Breakthroughs We Need
Bill Gates

O fenómeno continua a ser o mais perigoso e difícil de resolver pela humanidade – e, em particular pelos líderes mundiais que parecem esquecer-se que o tempo escasseia continuando a empurrá-lo para um futuro que se afigura cada vez mais complexo – e sofreu igualmente com o lugar de topo que a pandemia tem vindo a ocupar no ranking das preocupações globais. E independentemente da simpatia que se tenha ou não pelo autor desta obra extremamente importante, a verdade é que o multimilionário Bill Gates alterou as nossas vidas com o software da Microsoft, contribuiu para melhorar inúmeras vidas através do trabalho da sua Fundação, muito centrado na eliminação a poliomielite, a tuberculose e a malária, e propõe-se agora a ajudar a salvar a nossa própria existência através do combate às alterações climáticas.

O livro em causa, e como indica o próprio título, tem como objectivo alertar de que é possível ainda evitar um desastre climático e detalha a transformação necessária para inverter os efeitos de décadas de práticas catastróficas. De acordo com os seus próprios cálculos, Gates acredita que é necessário e urgente remover 51 mil milhões de toneladas de gases com efeito de estufa da atmosfera todos os anos, afirmando ainda que, não o fazer, custará mais do que os mais de 4 milhões de vidas já perdidas devido à Covid-19.

Sempre defensor do poder as tecnologias, Gates “fez” uma folha de cálculo para se livrar dessas 51 mil milhões de toneladas de gases com efeito de estufa, acreditando que é possível atingir emissões líquidas de carbono zero até 2050. Para tal, e como é reconhecido, será necessário investir mais em energias renováveis e menos nos combustíveis fósseis (que representariam cerca de 27% da redução necessária nas emissões), mudar a forma como fabricamos os nossos bens (31%), como cultivamos os nossos alimentos (18%), como viajamos (16%) e como mantemos os nossos edifícios quentes ou frios (6%).

Para atingir este plano de salvamento, Gates fornece um conjunto de medidas que poderiam, se os governos assim decidissem, ser transpostas ponto por ponto para a agenda formal da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas deste ano, a Cop 26, a realizar-se Glasgow. Gates é ainda a favor de um novo acordo verde, da atribuição de um preço ao carbono e de uma responsabilidade empresarial acrescida. Mas as propostas mais importantes de Gates envolvem, e como não poderia deixar de ser, as novas tecnologias. Tal como as suas iniciativas globais de saúde especializadas em soluções científicas para combater as doenças – “mostra-me um problema e eu procuraria uma tecnologia para o resolver”, como escreve – o seu principal interesse é um avanço tecnológico, uma espécie de equivalente ambiental do Projecto Manhattan ou da aterragem na Lua (o autor não é modesto, como sabemos). Atento, mas e como sempre, um pouco megalómano, a verdade é que o seu livro tem recebido excelentes críticas por parte de especialistas ambientais e peritos das alterações climáticas. E, se olharmos para trás, a verdade é que foram muitas as ideias grandiosas que idealizou e conseguiu cumprir.

Change Your World: How Anyone, Anywhere Can Make a Difference
John C. Maxwell e Rob Hoskins

Há muito tempo a tentarem mudar o mundo, o especialista em liderança John C. Maxwell e o líder em desenvolvimento global Rob Hoskins partilham as suas experiências reais que já tocaram milhões de vidas, tanto em comunidades como em empresas distintas e defendem, neste livro, que cada um de nós pode fazer o mesmo. Da pobreza, às situações dos sem-abrigo, às doenças mentais, à corrupção, à desagregação das estruturas familiares, entre tantas outras situações que estão à frente dos nossos olhos, Maxwell e Hoskins encorajam os leitores a fazer a diferença com base nas necessidades que os rodeiam e com uma entrega genuína. Seja lutar por melhores escolas, por bairros mais unidos, por locais de trabalho mais positivos ou por comunidades mais envolvidas no bem comum, os autores partem da premissa de que nem que seja ajudar uma só única pessoa ou o líder de uma organização pode contribuir para melhorar as condições dos seus trabalhadores ou de outras comunidades, sendo sempre possível – havendo vontade – alcançarmos uma mudança positiva e duradoura.

Como uma espécie de guia prático, os autores dão ainda sugestões para se iniciar este processo de fazer o bem: seja através da identificação e adopção da causas “certas” para cada um de nós, do despertar dos valores através dos quais nos guiamos para fazer a diferença, a juntarmo-nos à equipa certa ou recrutarmos pessoas que partilhem um objectivo comum e, por fim, avaliar o nosso impacto, o qual nos permitirá seguir em frente e fazer melhor. E, se estiver disposto a começar este empreendimento o mais rapidamente possível, não deixe de espreitar o website de ambos os autores dedicado exclusivamente a “mudar o seu mundo, mudando o dos outros”.