Estão abertas as candidaturas para a segunda edição do “Prémio Excelência no Trabalho”, que visa premiar as empresas que se destaquem pela implementação de boas práticas e por uma elevada satisfação dos colaboradores. O VER pediu a Pedro Rocha e Silva, Principal da Heidrick &Struggles e um dos responsáveis pelo estudo, que avaliasse a primeira edição do mesmo e antecipasse as novidades previstas para 2011-2012
POR PEDRO ROCHA E SILVA*

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*Pedro Rocha e Silva é Principal na Consultora Heidrick & Struggles
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O Prémio “Excelência no Trabalho” teve a sua 1ª edição em 2010, sendo resultado de um processo de maturação e evolução face a modelos seguidos em anos anteriores. Com este prémio, pretende-se sensibilizar o mercado para a importância da gestão do Capital Humano nas suas várias dimensões, reconhecendo e premiando as empresas que se destaquem pelo nível de boas práticas implementadas e pela elevada satisfação dos seus colaboradores.

Com este prémio, não pretendemos distinguir os participantes em larga escala, mas antes reconhecer quem de facto se destaca e quem atinge efectivamente a Excelência. Para além da distinção e premiação dos melhores, este estudo tem um outro objectivo fundamental e que se prende com a disponibilização a todos os participantes de um relatório com informação de gestão que permitirá, a cada participante, perceber claramente quais as áreas em que se encontra melhor ou pior e quais as áreas em que se posiciona pela positiva ou pela negativa face ao mercado, sendo esta informação extremamente relevante para a tomada de decisões com impacto na organização e naturalmente nos seus resultados.

Neste âmbito, os resultados do ano anterior evidenciam uma evolução global nas várias dimensões em análise, o que demonstra que existe de facto uma cada vez maior atenção das empresas às temáticas da gestão do Capital Humano o que, aliás, é comprovado igualmente pelos crescentes níveis de participação em iniciativas desta natureza.

De todo o modo, e se olharmos para os resultados das várias áreas de satisfação, continuam a ser os temas relacionados com as práticas de gestão de recursos humanos os que revelam menores níveis de satisfação por parte dos colaboradores das empresas participantes.

Por outro lado, aspectos relacionados com a estratégia da empresa foram dos mais bem pontuados. Se tivermos em linha de conta a dimensão das empresas, verificamos que os níveis de satisfação são em regra inversamente proporcionais à dimensão das empresas e, em termos de sectores de actividade, destacaram-se no ano transacto os sectores de hotelaria, imobiliário, turismo e lazer como os de maiores níveis de satisfação e, no oposto,  o sector da saúde e das farmacêuticas.

A edição do ano passado foi um retumbante sucesso, a que não é alheio o facto de se ter aí iniciado uma parceria de sucesso com o Económico e com o ISCTE Business School, que vieram assegurar um contributo decisivo ao nível da divulgação e impacto no mundo empresarial e ao nível da robustez científica das análises e resultados.

A edição do ano anterior contou com um número recorde de participantes em estudos similares mas, mais do que a quantidade, deixou-nos bastante satisfeitos a relevância e representatividade das empresas que asseguraram a sua presença no estudo. Outro factor que nos deixou claramente orgulhosos foi o grau de satisfação expressamente manifestado pelos participantes nomeadamente com a qualidade da informação de gestão disponibilizada, independentemente de terem ou não sido premiados/distinguidos.

No entanto, e como em tudo o que fazemos, procuramos sempre introduzir melhorias que vão de encontro a necessidades transmitidas pelos participantes.

Assim, para este ano, para além de melhorias pontuais no questionário e no processo de apuramento dos vencedores, há que destacar a introdução de uma maior flexibilidade ao nível dos outputs que poderão ser disponibilizados aos participantes. No presente ano, será possível poder vir a ter acesso a análises intra-empresa (que permitirão identificar níveis de satisfação por área funcional/direcção, por exemplo) ou análises de benchmark externo de comparação com um mercado específico cujas variáveis poderão ser definidas pelo participante. Representa, no fundo, para além da questão da premiação, a nossa aposta em gerar cada vez mais informação de valor acrescentado para os participantes.

O objectivo fundamental das empresas é aliar níveis máximos de produtividade com a máxima satisfação dos seus colaboradores, sendo estes desígnios indissociáveis. Só com elevados níveis de satisfação se poderão obter bons índices de produtividade e, por consequência, melhores resultados para as empresas. Cada empresa, de acordo com as suas características, deverá ter as suas próprias metas para atingir este objectivo, não existindo aqui receitas únicas. Aliás, a mesma empresa, em diferentes fases do seu desenvolvimento, terá seguramente metas e prioridades distintas.

De todo o modo, e tendo como referência as dimensões analisadas no Prémio Excelência no Trabalho, a aposta deverá sempre incidir em quatro eixos fundamentais: a Excelência da Dinâmica Organizacional (i.e., aprendizagem contínua, orientação estratégica e orientação para o cliente), a Excelência dos Processos (i.e., informação e comunicação, práticas de liderança, coordenação e integração), a Excelência do Clima (i.e., confiança organizacional, justiça e bem-estar) e a Excelência da Gestão de Recursos Humanos (i.e., condições de trabalho, desenvolvimento de competências e gestão de talentos).

À semelhança da edição anterior, o ‘Prémio Excelência no Trabalho 2011/ 2012’ propõe-se assim dotar as empresas de uma percepção mais clara acerca destes tópicos de forma a atingirem a Excelência nas práticas de Gestão de Capital Humano, desenvolvendo desta maneira a cultura e o tecido empresarial do país.

Aceda a toda a informação sobre o Prémio Excelência no Trabalho

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