É na crise que faz mais sentido a Responsabilidade Social. A Jaba Recordati resolveu implementar solidariedade neste momento em que a ajuda é mais precisa, desenvolvendo no ano que agora terminou um programa de acções sociais que é indubitavelmente para continuar e, porventura, para alargar, ao nível do número de parceiros envolvidos e da internacionalização do projecto
POR NELSON PIRES*

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*Diretor-geral da Jaba Recordati
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Quando todos falam de crise, a Jaba Recordati resolveu implementar solidariedade, pois é neste momento que a ajuda é mais precisa. Como tal, iniciámos no ano que agora terminou o projecto de responsabilidade social que designámos “Recordati Quer”.

Os colaboradores da Jaba Recordati estão comprometidos com a missão da empresa e partilham os seus valores, desenvolvendo uma cultura de rigor ético e científico, bem como de responsabilidade social, que confirma a sua vocação de destaque no panorama da indústria farmacêutica.

Embora tivéssemos já desenvolvido um conjunto de actividades neste âmbito desde 2007, o projecto só nasceu cinco anos depois de forma estruturada e programada. A ideia nasceu da proposta de uma nossa colaboradora. Tínhamos organizado internamente um Executive Master e a colaboradora da área financeira decidiu que o seu trabalho final de curso seria desenhar o projecto de Responsabilidade Social da companhia. A ideia foi validada e assumimos, assim, o compromisso de desenvolver o projecto de RS da Jaba Recordati, que arrancou em Janeiro de 2012 e está a funcionar em pleno.

O projeto “Recordati Quer” divide-se em três grandes áreas de actividades, cada uma com objectivos específicos, que intitulámos “Quero Sonhar”, “Quero Partilhar” e “Quero um bom Natal”. Estas áreas congregam-se no grande objectivo de Responsabilidade Social da empresa que se prende com o facto de, não obstante sermos um agente económico, querermos estar na sociedade de forma activa e responsável. Queremos partilhar alguns dos benefícios que a sociedade também nos proporciona. No fundo, estamos a devolver algo, que não é só um valor monetário.

Aliás, muitas das iniciativas são promovidas pela empresa mas são um investimento dos colaboradores. Diria mesmo que estão envolvidos todos os profissionais da empresa. Temos um grupo de trabalho que, curiosamente, tem elementos das várias áreas, desde a financeira à logística. Incluem-se todas menos as chefias, porque também queremos aproveitar este projecto para desenvolver competências de gestão de processos e de liderança nas pessoas.

No fundo, com este projecto, ganhamos de duas formas. Temos uma equipa multidisciplinar, composta por oito pessoas, que foi responsável pela proposta de plano apresentado e discutido com a administração. No entanto, todas as actividades envolvem de forma transversal todas as pessoas da empresa.

Por exemplo, no Dia da Criança convidámos uma instituição de solidariedade social, o Instituto da Sagrada Família, que acolhe crianças desprotegidas. Proporcionámos uma tarde no Jardim Zoológico a quinze meninos que, na sua maioria, ia lá pela primeira vez. Aproveitámos também e estendemos o convite a todos os colaboradores da empresa com filhos. Portanto, oferecemos o dia aos colaboradores e assegurámos as despesas de deslocação e entrada no Jardim Zoológico. O resultado foi uma participação animada de todos e, inclusive, alguns colaboradores ajudaram a tomar conta dos meninos da instituição.

Este projecto exige um investimento financeiro por parte da empresa em algumas acções, mas muitas são resultado da congregação de vontades, como a campanha de recolha de roupas para os sem-abrigo, que não é mais do que fruto do voluntarismo. Temos também outras atividades que exigem um pequeno esforço financeiro por parte da companhia e muito esforço por parte das pessoas. É exemplo disso ter-se instituído dois dias de voluntariado. Por sugestão da Câmara de Oeiras, com quem temos uma parceria, pintámos e remodelámos dois edifícios de dois bairros sociais.

“Não obstante sermos um agente económico, queremos estar na sociedade de forma activa e responsável, partilhando alguns dos benefícios que a sociedade nos proporciona” .
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Há actividades, porém, cujo esforço é totalmente financeiro. Neste âmbito, patrocinamos a Fundação Make a Wish, que procura realizar sonhos de crianças, por norma com doenças graves. A Jaba Recordati ajudou a realizar o sonho de uma criança em Cabo Verde com um problema oncológico, cujo desejo era ter um computador, contribuindo para minorar o seu sofrimento no hospital.

O que considero mais relevante neste projecto é o esforço das pessoas, na maior parte dos casos, utilizando o seu tempo extra laboral para participar nestas actividades. Mas a Responsabilidade Social é isto, o envolvimento da empresa e de todos no compromisso que assumimos quando iniciámos este projecto.

A maioria das iniciativas não se destina aos profissionais de saúde. Mas temos quatro projectos para o público profissional. Um deles chama-se “Arte pela saúde”, de novo em parceria com a Câmara de Oeiras, na qual fazemos uma exposição de pintura onde participam alguns técnicos de saúde. Assumimos os custos da exposição e depois leiloamos os quadros, sendo o resultado das vendas oferecido a uma instituição de idosos.

Um dos projectos apoiados pela Jaba Recordati, exclusivamente ligado a uma área em que a empresa está muito activa – a cardiovascular e a diabetes – é a Escola de Diabetes e a Campanha “100 Mecenas pela diabetes”, promovida pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP).

Promovemos também, nas unidades de saúde familiar e nos Agrupamentos de Centros de Saúde em geral, programas de educação para a saúde, não só para os técnicos de saúde mas também para a população em geral. Uma campanha transversal aos técnicos de saúde e à população é “Menos sal mais sabor a vida”. Trata-se de um projecto provavelmente inovador na indústria farmacêutica. Pretendemos combater o consumo de sal, como factor de risco cardiovascular. Promovemos, nas unidades de saúde familiar e nos Agrupamentos de Centros de Saúde em geral, programas de educação para a saúde, não só para os técnicos de saúde mas também para a população e a restauração que circunda a unidade de saúde, a qual pode, aderindo a este programa, oferecer aos seus clientes uma alimentação saudável com baixo teor de sódio.

A nível científico destacamos ainda a bolsa de investigação Jaba Recordati de Urologia, uma iniciativa da Associação Portuguesa de Urologia (APU) que conta com o nosso apoio e o patrocínio, desde 2004, do Prémio Hardgraves, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD).

Já nos PALOP, onde temos actividade em termos de internacionalização e para onde exportamos medicamentos de inovação, temos desenvolvido algumas ações pontuais. Como é o caso da oferta ao Hospital Dr. Jorge Tienne Cardoso no Mindelo (Cabo Verde) de dois pacemakers através do professor Vitor Gil, director do Serviço de Cardiologia do Hospital Amadora-Sintra. A iniciativa surgiu no âmbito de uma reunião científica luso cabo-verdiana promovida pela Jaba Recordati, que se realizou em 2012 no Hospital do Mindelo, envolvendo médicos de ambas as nacionalidades numa sessão interactiva em torno da temática “Prevenção Cardiovascular com base na Experiência Clínica”.

Finalmente, o nosso parceiro logístico Logifarma, que assume como valor essencial da sua actividade o ser humano e a sua dignidade, aliou-se à Jaba Recordati no programa “Banco de Medicamentos”,prestando conjuntamente um contributo determinante para a saúde das populações que servimos (ver Caixa).

Disponibilizar às Instituições Privadas de Solidariedade Social medicamentos que o mercado não irá consumir, constitui uma forma imaginativa e racional de ajudar quem mais ajuda, e que na conjuntura actual vê as solicitações aumentarem diariamente. Adicionalmente permite eliminar o desperdício, tornando o mercado da saúde mais racional e solidário.

São acções como esta que nos orgulham de actuar neste mercado, contribuindo activamente para uma cada vez maior e melhor saúde para todos. Tenho, portando, dificuldade em eleger a minha preferida, entre as várias ações que a Jaba Recordati já levou a cabo no âmbito do seu projecto de Responsabilidade Social. Mas confesso que as que mais me ‘encantam’ são as que envolvem crianças.

Este é indubitavelmente um projecto para continuar. Aliás, neste momento em que consideramos já ter alguma experiência nesta área, a ideia é passar este conceito para a companhia a nível internacional. Consideramos que o projecto trouxe alguma mais-valia. Porventura, em países como Itália, Espanha e na Grécia, que estão também com dificuldades, fará sentido introduzir um programa similar.

Provavelmente vai ser possível alargar o número de entidades envolvidas, tentar estabelecer parcerias e tentar internacionalizar o conceito para outras filiais do Grupo Recordati.

Numa conjuntura de crise económica e financeira, com fortes impactos nas condições de vida de todos os cidadãos, nomeadamente os que detém uma condição económica e social mais frágil, torna-se cada vez mais fundamental o papel activo que a sociedade civil possa ter no sentido de minorar esses impactos. 

Banco de Medicamentos ajuda quem mais ajuda

A propósito do Banco de Medicamentos, a Jaba recordati foi também ouvir o parceiro logístico Logifarma, que se aliou à Jaba recordati neste programa de Responsabilidade Social. Aqui fica o testemunho de Inês Ferraz da Costa, administradora delegada da Logifarma:

“Numa conjuntura de crise económica e financeira, com fortes impactos nas condições de vida de todos os cidadãos, nomeadamente os que detém uma condição económica e social mais frágil, torna-se cada vez mais fundamental o papel activo que a sociedade civil possa ter no sentido de minorar esses impactos.

Nesta conjuntura, a Responsabilidade Social Corporativa das empresas constitui, através das acções que promove junto das comunidades em que se inserem, um apoio fundamental para todos os que necessitam de apoio para suprirem as suas necessidades.

Neste contexto, a Logifarma assume como valor essencial da sua actividade o ser humano e a sua dignidade, sendo o direito aos cuidados de saúde um bem inalienável, para o qual trabalhamos todos os dias, para que possa ser, cada vez mais, universal.

Ao aliar-se à Jaba Recordati, no programa “Banco de Medicamentos”, a Logifarma sente-se cada vez mais próxima de atingir a sua missão ao “prestar um contributo determinante para a saúde das populações que servimos”.

Disponibilizar às Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) medicamentos que o mercado não irá consumir constitui uma forma imaginativa e racional de ajudar quem mais ajuda, e que na conjuntura actual, vê as solicitações aumentarem diariamente. Adicionalmente permite eliminar o desperdício, tornando o mercado da saúde mais racional e solidário.

São acções como esta que nos orgulham de actuar no mercado da saúde, contribuindo activamente para uma cada vez maior e melhor saúde para todos”.

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