Lembrando a máxima de Albert Einstein – “tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso” – a solução para o ultrapassar da crise em que Portugal mergulhou é “simples”: apertar o cinto e trabalhar mais…
POR NUNO BRITO*

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Nuno Brito é associado da ACEGE
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Lembrando a máxima de Albert Einstein – “tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso” – a solução para o ultrapassar da crise em que Portugal mergulhou é “simples”: “apertar o cinto” (Estado, empresas e famílias) e trabalhar mais, promover a desregulamentação (que atrapalha o aumento da produção, da competitividade e da iniciativa empresarial); aumentar a concorrência (por via de uma melhor regulação e de uma menor presença do Estado na economia); promover o investimento estrangeiro (sem o qual vai ser difícil a economia crescer); investir no capital humano, combater a corrupção e a economia paralela e reformar a justiça, para que todos acreditem que as “novas regras do jogo” não poderão ser impunemente viciadas. Com este quadro de acção a sociedade portuguesa será capaz de voltar a colocar Portugal na senda do progresso e, logo, voltarmos a ter esperança no futuro.

Até porque nunca foi tão “simples” governar Portugal:
– temos um programa “troikiano” para 3 anos, acordado com os partidos do “arco da governação” e depois sufragado por mais de 75% dos votos dos portugueses;

– temos um Presidente da República e um Governo eleitos por uma mesma maioria parlamentar;

– foi clara a opção dos portugueses, expressa nas últimas eleições, de termos de tomar o “remédio” todo, depressa e de uma só vez, para podermos atingir os “mínimos olímpicos” necessários a continuarmos a participar, de pleno direito, no campeonato europeu que nos permite aspirar a sermos um país “rico”.
Restará ao governo seguir regras de conduta “simples”, como sejam:

– ser focado nos objectivos a atingir e colocar sempre a fasquia mais alta, de forma a assegurarmos os mínimos olímpicos;

– dar periódica e assertivamente conta aos portugueses dos resultados atingidos, de uma forma clara e transparente, relevando  o contributo de todos os partidos e parceiros sociais para os resultados alcançados;

– renunciar à tentação de fazer “comunicação”, enquanto criação de uma realidade oposta ao conhecimento, para que não mais seja possível “enganarmo-nos a nós próprios”;

– proteger os mais fracos, o mais possível, dos sacrifícios que vamos ter de fazer, tendo sempre presente que, para os católicos, a maioria do povo português, o centro vital da ética cristã é o Amor, pelo que o lógica do poder não pode impedir a lógica do Amor!

Coisas “simples”!

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