“Estamos a criar os alicerces de um centro internacional de competências na área do empreendedorismo de base tecnológica based in Portugal, que integrará uma rede de start-ups, catalisadores e investidores de capital inteligente, de abordagem hands-on”. É assim que Gonçalo Amorim sintetiza os resultados do concurso internacional do ISCTE e do MIT, que apurou os finalistas de mais uma edição. Três anos depois do arranque deste projecto, Portugal está mais do que nunca vocacionado para captar talento global e “smart money”
POR GABRIELA COSTA

O Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e o MIT – Massachusetts Institute of Technology revelaram na semana passada os quatro projectos finalistas da 3ª Edição do Building Global Innovators.

© BGI (ISCTE-IUL / MIT)

As quatro start-ups distinguidas, nesta fase final do concurso internacional de empreendedorismo e inovação por serem, justamente, as mais inovadoras, recebem apoios financeiros de cem mil Euros, concorrendo agora ao prémio final que pode chegar aos quatrocentos mil Euros. No total, as equipas vencedoras irão beneficiar de apoios financeiros até 1 milhão de Euros, patrocinados pela Caixa Capital (Grupo Caixa Geral de Depósitos).

O concurso promovido pelo ISCTE, em parceria com o MIT, o Deshpande Center for Innovation e o The Martin Trust Center for MIT Entrepreneurship distingue projectos em quatro grandes áreas (ver Caixa):
Em “Ciências da Vida” é finalista desta 3ª edição a RDFixer, uma nova tecnologia desenvolvida por João Barreto, João Salgado e Rui Melo. A RD Fixer (Portugal) está a implementar um sistema de visualização de alta performance para endoscopias cirúrgicas.

Na área “Sistemas Sustentáveis de Energia e Transporte” o projecto seleccionado foi a Veniam, start-up portuguesa com equipa internacional (EUA) que está a desenvolver uma infra-estrutura para a conectividade e integração de baixo custo para veículos.

Em “Internet e Sistemas de informação” a finalista foi a faces.in, platafoma B2B para gamification, networking social e geo-localização para utilizadores telemóvel non-smart. O projecto conta com equipa uma internacional (Portugal e EUA): Paulo Dimas, Stan Kugell, Guilherme Portela Santos, Jorge Medeira, André Gonçalves e Frederico Silva.

Finalmente, na áreas “Produtos e Serviços de Consumo”, a start-up Italiana D-Orbit foi a seleccionada nesta fase do concurso, pela inovação com que desenvolve – encontrando-se já em fase de teste – dispositivos inteligentes de propulsão para acesso e exploração sustentável espacial.
O júri atribuiu ainda quatro menções honrosas aos projectos Cardiocare (Brasil), RetroSiM (Portugal, Irão, EUA), Fidesys (Russia), TradeDare (Portugal, Turquia, EUA), pelo seu carácter inovador e potencial de criação de valor a partir de uma base tecnológica. Estas equipas beneficiarão de um acesso directo ao parceiro de capital de risco, a Caixa Capital, com o qual poderão apresentar e discutir os seus projectos de uma forma privilegiada.

Nesta fase, as equipas vencedoras irão receber metade do apoio financeiro (400 mil Euros), que deverá ser aplicado na execução das estratégias de “Go to Market” que desenvolveram ao longo dos últimos meses, com a colaboração da equipa organizadora. A atribuição do restante valor estará dependente do grau de cumprimento das metas traçadas e acordadas entre os organizadores e os promotores, para os próximos dois anos.

Além dos apoios financeiros, as quatro equipas finalistas beneficiam de outros apoios, como formação específica e de contornos únicos – e-Teams, e coaching através de catalisadores de negócio. A curto prazo, terão a possibilidade de expor o seu projecto num dos principais eventos do ecossistema empreendedor do MIT, o Ideastream, cuja próxima edição se realizará em Maio de 2013, em Boston, e de angariarem assim possíveis investidores de primeira linha internacionais.

Captar talento e “smart money”
A 3ª Edição da Building Global Innovators recebeu 132 candidaturas de 483 profissionais, até 31 de Maio de 2012, e esteve aberto à comunidade de estudantes, investigadores e profissionais de qualquer área, politécnicos, universidades e outras instituições, públicas ou privadas. Concorreram ainda empreendedores com start-ups dedicadas exclusivamente ao desenvolvimento de projectos empresariais de base tecnológica, seja de produtos ou de serviços, desde que tenham sido criadas para o efeito há menos de cinco anos.

Criado para premiar projectos de cariz tecnológico, oriundos de qualquer país, que revelem uma forte componente inovadora, capacidade de gestão da equipa promotora e potencial para abarcar mercados globais, o concurso angariou este ano 42% de candidaturas oriundas de 13 países, para além de Portugal (Gráfico 1). Para Gonçalo Amorim, com esta 3ª edição “podemos afirmar que somos uma iniciativa de cariz verdadeiramente internacional: o que começou como uma experiência projectada para três anos, começa a vislumbrar projectos bem mais ambiciosos do que alguma vez pensámos”.

Origem das candidaturas e distribuição pelas 4 áreas a concurso
© BGI (ISCTE-IUL / MIT)

O total de candidaturas distribui-se pelos 14 Países nestas proporções: Portugal (58%), Brasil (13%), Rússia (7%), Itália (5%), Colômbia (4%), Espanha (3%), Alemanha (2%), EUA (2%), Bielorrússia (1%), Chile (1%), Estónia (1%), Índia (1%), México (1%) e República Checa (1%). 50% das candidaturas provêm de start-ups e spin-outs de base tecnológica.

Em entrevista ao VER, o director do Building Global Innovators conclui que esta é uma experiência “com resultados positivos”, uma vez que “prova que Portugal começa a figurar no mapa mundi da inovação e do empreendedorismo qualificado, e isso será uma peça fundamental não só na atracção de talento global para o nosso país, como na captação de capital inteligente (“smart money”).

Para além dessa promoção, “no curso desta edição quebrámos a barreira dos dez milhões de euros angariados, ou seja, um em cada dois semi-finalistas. Algo que vai ao encontro de um dos principais objectivos que tínhamos ao lançar o Building Global Innovators há cerca de três anos: desenhar um programa com contornos únicos em todo o mundo que estivesse verdadeiramente direccionado para colmatar as dificuldades dos promotores tecnológicos” (sendo uma delas o acesso a capital qualificado), explica Gonçalo Amorim.

Na sua opinião, “as dificuldades são enormes para uma empresa de base tecnológica, desde logo com a equipa (atracção de talento a desconto de mercado), a diferenciação da solução vis-a-vis a concorrência existente (e emergente), a validação da proposta de valor, o modelo de negócios e de proveitos incluindo pricing e a aquisição do primeiro cliente, para referir apenas alguns dos aspectos mais importantes”.

Este capital angariado demonstra que “os operadores de capital de risco, sejam eles Anjos ou VC’s  (venture capital) reconhecem que existe criação de valor na capacitação que damos às empresas (e projectos empresariais) que passam pelo nosso programa, sendo este um modelo bem estabelecido nos EUA, onde os operadores de capital de risco suportam e financiam programas de aceleração semelhantes ao nosso. Estou em crer que dentro de um a dois anos teremos um modelo de financiamento bem consolidado e vibrante em Portugal”, prevê.

E conclui ao VER: “podemos, portanto, afirmar que estamos a criar os alicerces de um centro internacional de competências na área do empreendedorismo de base tecnológica, based in Portugal. Este integrará uma rede de start-ups, catalisadores e investidores de capital inteligente, de abordagem hands-on.

Empreendedorismo de ‘sobrevivência’
Mas, que impacto terá uma iniciativa deste âmbito na actual conjuntura, nomeadamente face ao grave desemprego jovem? “Estamos a trabalhar a médio e a longo prazo, como é necessário sempre que se trata da criação de emprego de uma maneira sustentável. E não se podem esperar resultados de um dia para o outro. Temos pela frente um enorme desafio”, reconhece Gonçalo Amorim.

“Existe uma falha crónica na capacidade de concretização e transformação do potencial de inovação em resultados concretos com impacto económico-social” – Gonçalo Amorim, director do Building Global Innovators

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Crítico, o director da iniciativa do ISCTE diz que “existe uma falha crónica na capacidade de concretização e transformação do potencial de inovação em resultados concretos com impacto económico-social. O que “coloca Portugal no conjunto de países desperdiçadores”, como indica um estudo deste ano da COTEC Portugal. Por outro lado, o grosso do empreendedorismo em Portugal é de ‘sobrevivência’, não garantindo um desenvolvimento económico sustentado, defende ainda: Em Portugal a maioria das start-ups com base em conhecimento têm no passado sido geradoras de pouco emprego, 89,5% são pequenas empresas (metade micro-empresas com menos de dez colaboradores). 74% destas empresas estão altamente dependentes de mecanismos públicos de financiamento. “E o problema, de um modo geral, reside precisamente aqui: estas empresas não têm sido capazes de escalar, de crescer, seja em Portugal, seja fora”.

Em dois anos e meio, os semi-finalistas que passaram pelo BGI criaram em conjunto cerca de cem postos de trabalho altamente qualificado, num total de 150. Apesar destes números “não terem qualquer impacto a nível macro-económico, permitem validar que o nosso modelo está certo e que Portugal deverá continuar a investir em ciência e tecnologia, com vista à sua transferência sob a forma de iniciativas empresariais capazes de criar valor à escala global”, acredita Gonçalo Amorim, adiantando “em pouco menos de três anos surgiram várias iniciativas (incluindo incubadoras e programas de aceleração), cujos resultados agregados serão capazes de fazer uma pequena revolução em Portugal. Existe neste momento criação de empregos de base tecnológica, e em empresas novas”.

Contudo, a destruição de emprego não ou pouco qualificado em sectores industriais tradicionais “é galopante”, pelo que “o resultado líquido é o aumento do desemprego que temos vindo a constatar nos últimos três anos.

Consciente de que “não há soluções milagrosas no curto prazo”, o director do BGI não acredita que haja forma de combater a fuga de uma boa parte dos licenciados portugueses para o estrangeiro: “tenho uma enorme pena em afirmá-lo, mas não vejo forma de o evitar na actual conjuntura (nem o devemos evitar). Os programas que os governos possam lançar para criar emprego qualificado, no curto prazo, são sempre, de algum modo, precários e os jovens que sejam ambiciosos não se satisfarão com eles. E na minha opinião não devem limitar o seu crescimento, pelo menos na fase em que estão, de entrada no mercado de emprego”, remata.

Esta iniciativa, que nasce de uma parceria internacional com o MIT Portugal, tem por derradeiro objectivo criar um centro internacional de competências na área do empreendedorismo de base tecnológica. Para Gonçalo Amorim, a única forma de o alcançar é abrindo a iniciativa ao mundo e chamar a Portugal o talento que surge de vários países, dotando-o de um conjunto de ferramentas de sucesso comprovado para criar start-ups e valor.

Constatando que “por vezes esquecemos ou ignoramos que vivemos numa aldeia global”, o responsável sublinha que “é bom relembrar que mais de 90% dos novos postos de trabalho criados nos EUA tiveram origem na fundação de empresas e na expansão de pequenas empresas”. Neste país, 12 mil a 15 mil novas empresas são criadas todos os anos, sendo responsáveis por 20% do PIB e 11% do emprego.

Em Portugal, o impacto que poderemos “realisticamente afirmar ser possível alcançar”, num prazo de dez anos, seria a criação de 5 mil a 10 mil postos de trabalho com um VAB (Valor Acrescentado Bruto) na ordem dos 150 mil Euros cada, ou seja, entre um a dois pontos percentuais de PIB (1,6 a 3,2 mil milhões de Euros) proveniente de novas empresas de base tecnológica, explica. “Se ficarmos abaixo do valor mínimo diria que falhámos, se ficarmos acima, diria que conseguimos um milagre. É para que este desempenho se torne realidade que estamos a trabalhar”, conclui.

RDFixer
Alta performance cirúrgica
O RDFixer é um sistema originalmente desenvolvido na Universidade de Coimbra que se destina a melhorar a visualização dos médicos enquanto executam cirurgias por via minimamente invasiva. Este tipo de procedimentos  é vantajoso para o paciente porque diminui o trauma infligido, mas é muito mais difícil de executar do que uma cirurgia tradicional, porque o médico só se pode guiar pelo vídeo adquirido por uma câmara endoscópica.Acresce o facto de que, como estas câmaras têm lentes muito pequenas, as imagens apresentam elevada distorção radial, o que dificulta ainda mais a percepção correcta de profundidade e distância relativa. O RDFixer é um sistema que recebe à entrada o vídeo endoscópico, corrige a distorção radial por software, e envia para o ecrã imagens geometricamente correctas que são mais fáceis de interpretar.

O Building Global Innovators é, para a equipa que desenvolveu este projecto, “um programa com uma grande influência americana que nos pôs em contacto com as melhores práticas internacionais de empreendedorismo. Nos últimos meses o trabalho tem sido muito, e temos aprendido muito tanto com os coordenadores portugueses como com os mentores americanos”. A vitória na área de “Ciências da Vida” foi a “cereja no topo do bolo” de toda esta aventura, dizem ao VER.

Neste momento a equipa está focada em aperfeiçoar o seu plano de mercado de forma a captar todo o investimento necessário para que daqui a dez anos nenhum médico no mundo faça cirurgia minimamente invasiva sem a ajuda do RDFixer.

Veniam
Veículos em rede
A Veniam Works, uma spin-off do Instituto de Telecomunicações e das Universidades de Aveiro e Porto, está a posicionar-se para se tornar a empresa número um do mundo a ligar veículos à Internet. Com presença em Portugal e nos Estados Unidos, a empresa comercializa dispositivos e software de comunicações que podem ser instalados em qualquer veículo, permitindo que carros, autocarros e camiões se possam ligar de forma fiável uns aos outros e às redes de comunicações móveis existentes, sejam elas do tipo celular, Wi-Fi ou só entre veículos.

Uma vez colocados nos táxis, autocarros ou outras frotas comerciais a circular numa cidade, os dispositivos comercializados pela Veniam ajudam a formar uma rede em malha de veículos ligados entre si e aos pontos de acesso, cobrindo rapidamente a cidade e oferecendo um raio de transmissão dez vezes superior ao do Wi-Fi habitual. Desta forma, os operadores de telecomunicações e os seus clientes podem aliviar o tráfego de dados móveis nas redes de comunicações móveis tradicionais, o que se torna imperativo com a chegada do chamado tsunami de tráfego móvel:  prevê-se que este cresça dezoito vezes nos próximos cinco anos.

As comunicações entre veículos abrem ainda a porta a um mundo novo de aplicações, desde a navegação colaborativa à recolha e partilha de dados à escala urbana, cruzando os negócios, o lazer e a segurança rodoviária. O sistema está neste momento em fase piloto na cidade do Porto, naquela que é já a maior rede veicular do mundo.

Segundo os responsáveis pelo desenvolvimento do projecto, o Building Global Innovators “foi muito útil para a nossa equipa em Portugal, porque permitiu desenvolver competências muito relevantes. Em particular, pudemos adquirir um maior conhecimento de numerosos aspectos importantes relacionados com o desenvolvimento do plano de negócios e da empresa, tais como definir produtos com potencial de mercado, cativar investidores e potenciais clientes, colocar o nosso produto no mercado, avaliar o valor da empresa e definir e aperfeiçoar a estratégia de negócio”.

Relativamente às perspectivas de execução das estratégias de “Go to Market” que desenvolveu, esta equipa diz que nos próximos meses, pretende fazer a prova de conceito do produto que concebeu, utilizando a plataforma de teste que está a ser instalada na cidade do Porto. Em 2013, seguir-se-á uma fase de consolidação do produto final e entrada no mercado português. A partir de 2014 “contamos expandir para outros países com base em parcerias com operadores de telecomunicações e frotas comerciais”.

Os apoios financeiros recebidos serão maioritariamente aplicados na protecção da propriedade intelectual da Veniam, na contratação de quadros técnicos e comerciais e na captação de primeiros clientes. Ao VER os responsáveis testemunham que todos os membros da equipa estão “totalmente empenhados no sucesso da empresa, dividindo-se por actividades de I&D, captação de investimento e desenvolvimento de negócio”.

Os objectivos a curto e médio prazo são atrair investimento nacional e internacional, levar a tecnologia de ponta desenvolvida nas Universidades de Aveiro e Porto e no Instituto de Telecomunicações para o mercado e, desta forma, ajudar a criar emprego qualificado com salários competitivos.

faces.in
Networking e geo-localização social
A plataforma B2B faces.in foi lançada em Portugal em 2011 em exclusivo com a Vodafone como Vodafone Radar. A nível global, foi lançada há um mês no Sudeste Asiático pela Axiata, uma das maiores operadoras da região. O próximo mercado será o Brasil, onde em breve estará disponível para uma audiência de dezenas de milhões de utilizadores.

O faces.in permite visualizar num único ecrã, de forma simples e divertida, a localização de todos os amigos de redes sociais como o Facebook ou o Twitter. Para os smartphones Android e iPhone, o serviço oferece uma experiência interactiva rica gerando valor para as operadoras através de tráfego de dados.

Para todos os restantes telefones o serviço pode ser usado através de simples SMS, dispensando a necessidade de GPS ou Internet. Esta é uma característica vital para mercados emergentes como a Índia, Indonésia ou Brasil, onde a maioria dos utilizadores ainda não tem um smartphone.

A participação no Building Global Innovators teve como objectivo trabalhar o plano de negócios do faces.in com vista à sua expansão internacional. Para isso “contámos com a valiosa ajuda de um grupo experiente de mentores portugueses e americanos do MIT”, explica ao VER Paulo Dimas, CEO da faces.in.

Todo o intenso trabalho desenvolvido com a equipa do Programa ao longo dos últimos três meses “permitiu preparar o faces.in para esta expansão, tanto no plano do desenvolvimento de negócios como no da atracção de investidores internacionais”, adianta. O apoio financeiro recebido será aplicado, precisamente, na internacionalização do faces.in em mercados como o Sudeste Asiático e a América Latina.

D-Orbit
Exploração espacial sustentável
Para os responsáveis pela D-Orbit, o maior desafio, actualmente, é encontrar uma boa equipa, que permita o desenvolvimento do projecto, baseado em dispositivos inteligentes de propulsão para acesso e exploração espacial.

“Estamos focados em garantir o interesse de investidores que tenham know-how nesta área e que nos ajudem a solucionar os problemas que vamos encontrar”, sublinham, avançando: “a longo prazo queremos mudar o paradigma, quando estivermos a falar com possíveis stakeholders. Estamos a olhar para este problema de uma forma totalmente nova, respeitando as principais referências do mercado aeroespacial, e seguindo uma visão com princípios sustentáveis.

A participação no Building Global Innovators trouxe à start-up italiana”ferramentas imprescindíveis. Durante os últimos meses, tivemos acesso a formação fundamental para podermos construir um projecto de start-up, desde o primeiro momento. Ajudando-nos a construir o nosso business plan, permitindo-nos discutir com mentores que partilharam as suas experiências, a equipa do Building Global Innovators criou um ambiente incrível, que uniu mentes brilhantes”.

Neste momento, a D-Orbit está a ser apresentada a integradores e operadores de satélites, que estão interessados nesta tecnologia, como mais-valia para os seus clientes: “há poucos dias, recebemos um pedido para um protótipo de satélite com o nosso produto, o que pode significar que dentro de três anos estaremos em órbita… E, que este pode ser o nosso primeiro cliente”, congratulam-se os vencedores.

O financiamento assegurado com o Building Global Innovators irá permitir arrancar com uma operação, em Lisboa, no início de 2013. Inicialmente, está planeada a contratação de duas pessoas, sendo que uma terá que ter um background no sector aeroespacial. A aposta em manter a operação em Lisboa prende-se com o fácil acesso a R&D, com a cooperação com algumas empresas nacionais do sector, e com a avaliação da possibilidade de entrar no mercado brasileiro.

Leia também: Portugal no mapa mundo da inovação

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Gabriela Costa

Jornalista