Já muito se falou sobre a crise em que vivemos e do significado desta palavra que veio para ficar e que, em grego, significa oportunidade. É por isso importante tomar consciência plena da mesma pois, de outra forma, não existe oportunidade. É esta consciência que cria uma nova tensão que obriga a mudar, a procurar outro caminho, a desinstalarmo-nos
POR JOÃO PEDRO TAVARES*

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João Pedro Tavares é vice-presidente da Accenture
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Ainda não conhecemos todas as oportunidades que a crise actual nos reserva. E, muitas vezes, não estamos disponíveis a considerá-las, face ao desânimo que se tende a instalar, a par da falta de tensão que promove a mudança. Cabe-nos, por isso, promover uma cultura positiva em que, cada um, se olhe ao espelho e possa afirmar: “Cabe-me a mim um papel relevante no tempo presente e com isso gerar e aproveitar novas oportunidades”.

Por isso, se crise significa oportunidade, significa também mudança. No caso presente, a necessidade de uma mudança radical. Promover a mudança deve ser um exercício de liberdade. O exercício de liberdade exige coragem e liderança. A liderança exige determinação. A determinação exige convicções profundas e sentido do bem comum. O bem comum não cede a pressões de grupos nem a lobbies instalados. As pressões não podem conduzir ao medo, pois isso representa a quebra de liberdade, da oportunidade de mudança e da promoção do bem comum.

É aqui que está a nossa oportunidade! Em promover o mérito e saber escolher os que são mais capazes. Isso significa escolher os que são competentes e conseguem ser mais livres e fiéis aos seus princípios e valores. Os que defendem o bem comum acima dos interesses ou das pressões de grupos. Os que… são sinal de esperança.

Afinal, onde há Crise, também há Esperança.

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