O ano que agora se inicia encerra em si um conjunto de incógnitas de difícil resposta. Da capacidade de antever os diferentes cenários macroeconómicos pode resultar o sucesso ou falhanço das estratégias de gestão delineadas, pelo que uma correcta interpretação dos dados disponíveis é um factor crítico de sucesso para as organizações. E para além das dimensões financeiras e económicas, é igualmente importante ter em atenção a marca, o posicionamento da empresa e a forma como estes são comunicados
POR RODOLFO OLIVEIRA*

O ano que agora se inicia encerra em si um conjunto de incógnitas de difícil resposta. Qual o rumo que a economia terá até ao final de 2013? Qual o impacto económico de mais medidas de austeridade, e serão elas mesmo necessárias? Como irão reagir consumidores e empresas ao impacto dos aumentos fiscais? Quais os mercados que irão mostrar mais resiliência e quais os que terão maior potencial de crescimento futuro? Como posicionar a oferta da organização de forma competitiva num mercado em quebra?

Da capacidade de antever os diferentes cenários macroeconómicos pode resultar o sucesso ou falhanço das estratégias de gestão delineadas, pelo que uma correcta interpretação dos dados disponíveis é um factor crítico de sucesso para as organizações. E, para além das dimensões financeiras e económicas, é igualmente importante ter em atenção a marca, o posicionamento da empresa e a forma como estes são comunicados, algo muitas vezes negligenciado face a factores mais operacionais.

Ou seja, a aposta numa eficaz comunicação da empresa e dos seus produtos e serviços constitui um importante factor a ter em consideração na estratégia de crescimento delineada, estabelecendo uma diferenciação que leva os consumidores a seleccionar a oferta da empresa por entre a miríade de ofertas disponíveis.

Apesar da constatação óbvia que 2013 será ainda um ano de recessão e austeridade, é expectável que também este ano se comecem a vislumbrar os primeiros sinais de uma retoma que deverá acontecer no final do ano (segundo as mais recentes previsões da OCDE). Esta resultará de um melhoramento das condições macroeconómicas internacionais e da continuidade da execução do programa de ajustamento, seja na sua versão actual, seja numa versão mais distendida aprovada pelo conjunto de credores, a exemplo do que já sucede noutros países.

Neste enquadramento volátil, será naturalmente necessário criar diversos cenários para a evolução do mercado e da actividade económica da organização, a serem revistos regularmente para antecipar mudanças que tragam alterações aos pressupostos. Da mesma forma, a aposta numa maior visibilidade da marca e na presença das empresas nas novas plataformas de comunicação digital – mobilidade, redes sociais e online, abordadas de forma integrada – é um factor importante de competitividade.

Nunca como até agora foi possível às empresas apresentar a sua oferta para qualquer cliente em qualquer local, podendo competir pela excelência dos seus produtos e serviços nos mercados globais. As empresas que conseguirem tirar melhor partido do potencial destas novas plataformas de comunicação, aliadas a uma gestão sólida e de qualidade, são as que se irão distinguir e, dessa forma, contribuir para uma mudança de percepção de qualidade e design dos produtos e serviços nacionais. O que está à espera para rever a sua Política de Comunicação para 2013?