Foi com foco na procura de soluções efectivas que Portugal acolheu recentemente a conferência europeia “Novas Perspectivas para a Inovação Social”. O lançamento do Prémio Horizonte, pelo comissário Carlos Moedas, foi um dos pontos altos do encontro. Ao longo de dois intensos dias, os cerca de 1400 participantes tiveram ainda a oportunidade de conhecer e debater os projectos e as ideias que podem melhorar a sociedade, tornando-a mais inclusiva. Impacto social e retorno financeiro foram temáticas obrigatórias
POR
MÁRIA POMBO

Portugal foi pioneiro na descoberta do mundo e volta a ser pioneiro na descoberta de novas formas de melhorar a qualidade de vida das pessoas, um pouco por toda a parte: veja-se o exemplo de Miguel Neiva que criou o CollorADD, um sistema de identificação de cores para pessoas daltónicas. E se todas as pessoas contam, alguns segmentos – como as pessoas sem-abrigo, os jovens desempregados, os refugiados e os idosos – merecem uma atenção redobrada.

Foi para debater as mais variadas questões em torno da inovação social que se realizou a conferência europeia “Novas Perspectivas para a Inovação Social”, nos dias 27 e 28 deste mês na Fundação Calouste Gulbenkian. Ao longo de dois dias foram apresentados diversos projectos que têm dado cartas nesta área e foram debatidas algumas estratégias e soluções que poderão ser implementadas na União Europeia e não só, com o objectivo de melhorar a vida da população e diminuir as desigualdades.

Um dos pontos altos do encontro foi o facto de Carlos Moedas ter anunciado o Prémio Horizonte, o qual tem o objectivo de apoiar financeiramente o desenvolvimento de ideias inovadoras, neste caso que melhorem a vida e a mobilidade dos cidadãos idosos. Tendo em conta que a população está a envelhecer a uma velocidade incrível, em que as expectativas apontam para que em 2030 existam 88 milhões de europeus idosos, é por eles que “precisamos de fazer o nosso melhor”, como referiu o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação.

Consciente de que “acolher criativos com boas ideias não é suficiente”, Carlos Moedas garante que “também é necessário procurar vias inovadoras de encorajar a inovação social”, constituindo “os prémios uma dessas vias”.

Dando destaque à terceira idade, o prémio, financiado pelo Horizonte 2020, tem um valor total de dois milhões de euros, sendo atribuído um milhão de euros ao projecto que melhor estimule a mobilidade e a vida activa da população sénior, e 250 mil euros a cada uma das seguintes quatro melhores ideias. Todos os projectos vencedores terão que combinar componentes tecnológicas, sociais e comportamentais e é dada aos seus criadores a total liberdade na abordagem e na procura de soluções que combatam o isolamento da população idosa. Os interessados poderão fazer a sua candidatura até Fevereiro de 2019.

Ainda na sessão de abertura da conferência, Carlos Moedas explicou que “a inovação social tem a ver, essencialmente, com dois aspectos: sentido de propósito e redução das desigualdades”. Neste sentido, o comissário europeu reforçou que, através da globalização, “os mais pobres ficaram menos pobres” e que “mais de 500 mil pessoas foram retiradas da pobreza”.

Carlos Moedas, Comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação

Referindo também que “os muito ricos são hoje extremamente ricos”, Carlos Moedas chamou a atenção para aqueles que estão entre os muito ricos e os muito pobres, que são a maioria, e que “foram completamente esquecidos”, tornando-se “as últimas vítimas da estagnação económica”. Mostrando-se preocupado com a inclusão também da classe média, o comissário europeu alertou para o facto de estes efeitos da estagnação económica serem reais e visíveis aos olhos de todos.

Demonstrando que a inovação social é para todas as pessoas e que a inclusão deverá ser a palavra de ordem, Carlos Moedas deu o exemplo de Ibraim Ouassari, um jovem que vive em Bruxelas e que abandonou a escola com apenas 13 anos. Podendo ter sido mais um jovem a perder-se nos caminhos obscuros da vida, Ibraim escolheu criar uma plataforma para ajudar outros jovens de zonas vulneráveis da capital belga que, tal como o próprio, não se identificavam com o sistema de ensino vigente, permitindo-lhes desenvolver tecnologicamente os seus projectos inovadores e criando, também junto destes, um propósito.

“A inovação social é um elemento essencial para o futuro da Europa” – Jean Claude Juncker

Um outro exemplo apresentado é a plataforma Patient Innovation, criada pelo português Pedro Oliveira e que permite que doentes e cuidadores partilhem as suas soluções “caseiras” para “aligeirar” as doenças de que padecem e para melhor viverem com as mesmas. A ideia não é vender produtos, mas sim difundir ideias que, podendo não ser muito óbvias, permitam contornar problemas de saúde, diminuindo os seus sintomas ou atrasando os seus efeitos.

Neste sentido, o comissário europeu deu o exemplo de Gérard Niyondiko que vive em Burkina Faso e que partilhou, nesta plataforma, a sua solução para prevenir a malária. Após contrair esta doença e perceber quão dispendiosos são os medicamentos para a tratar, Gérard desenvolveu um repelente com base em extractos de plantas locais (e por isso de baixo custo) que pode ser utilizado por qualquer pessoa, esperando-se que esta ideia consiga, até 2020, salvar a vida a mais de 100 mil pessoas.

Estes são apenas dois exemplos de como é possível inovar, ao memo tempo que alertam para a importância de os mesmos terem financiamento para que possam crescer e chegar a mais pessoas.

Uma mensagem, em vídeo, quis deixar também Jean Claude Juncker. Para o presidente da Comissão Europeia, “a inovação social é um elemento essencial para o futuro da Europa”. Confiante de que é necessário “garantir uma maior coesão e um ambiente social mais harmonioso”, Juncker referiu que reduzir o desemprego jovem, lutar contra a pobreza e exclusão social, preparar os cidadãos para dominar as novas tecnologias e enfrentar as consequências do envelhecimento da população são os principais desafios a que os Estados-membros da UE e a própria Comissão Europeia pretendem dar resposta num futuro próximo.

“O investimento de impacto cria uma cadeia entre o social e o económico” – Sir Ronald Cohen

Por seu turno, e ainda na cerimónia de abertura deste evento, António Costa salientou que “é apostando no reforço da coesão que podemos dar força ao que de mais precioso a União Europeia conseguiu: ser um continente de paz, de liberdade e de prosperidade”. O primeiro-ministro português referiu ainda que a UE “deve dar confiança aos seus cidadãos, conferir-lhes empowerment individual e garantir a todos educação, protecção social e cuidados aos idosos” e que a inovação social “ faz a ponte entre a ciência e as necessidades, e entre a criatividade e o que é realmente importante”, reforçando que “só seremos competitivos se formos capazes de integrar todas as pessoas”. Ainda no seu discurso, o chefe do governo português sublinhou que “o desafio é capacitar os cidadãos para enfrentar as adversidades”.


Todos contam e todos importam

Na sessão “Novas Tendências para a Inovação Social”, sete oradores foram convidados a apresentar e discutir algumas das ideias e soluções que, a curto prazo, poderão ser implementadas na Europa, tendo ficado claro que a união e a coesão do Velho Continente é uma urgência.

De acordo com Sir Ronald Cohen, “o crescimento económico pode aumentar as desigualdades”, havendo por isso a “necessidade de inovar em escala”. Se é verdade que o século XIX se debruçou sobre os ganhos económicos e que o século XX girou em torno do impacto social, também é verdade que, segundo o presidente do Global Steering Group for Social Impact Investment, o século XXI cria a união destes dois conceitos, alertando para a importância do “impacto social com retorno financeiro”.

“A tendência é, e deve ser, encorajar, avançar, subir de nível, e não resolver problemas novos com soluções antigas” – Madeleine Clarke

Contudo, alguma coisa está errada, já que “gastamos mais de 10 biliões de euros por ano em saúde e educação mas os problemas continuam a existir”. Para o também co-fundador da Social Finance UK, da Social Finance USA e da Social Finance Israel, a única forma de resolver verdadeiramente os problemas é “replicar a inovação social” através de mecanismos de “investimento de impacto, ligando o aspecto financeiro e o impacto”.

E Sir Ronald Cohen não tem dúvidas: “a UE deve criar formas de analisar fundos de desempenho e identificar empreendedores sociais” que apostem na criação de “lucro com propósito”. O também co-fundador da Bridges Ventures considera que a criação de uma “matriz em que se procuram os resultados” é uma forma atractiva de captação de investimento, já que deste modo o mesmo “não flutua conforme a bolsa, mas sim consoante a melhoria de vida das pessoas”.

A falta de apoio monetário aos empreendedores foi o tema em torno do qual também falou Madeleine Clarke, que explicou que vê “muita frustração” entre os empreendedores que não têm apoio, mas também na área da filantropia. Foi com algum desânimo que a presidente da European Venture Philanthropy Association referiu que “investimos muito na inovação social e desenvolvemos soluções que funcionam”, explicando que “dar casas aos sem-abrigo de longa duração é algo que de facto melhora a sua qualidade de vida”, mas que os projectos não têm grande impacto pelo facto de “não existir escala”.

Para Madeleine Clarke, “a comunidade empresarial não pode fazer tudo sozinha, mas pode fazer muito”, sendo fundamental que “o sector público e o privado trabalhem em conjunto”, numa união que “vai ser muito importante” para apoiar os actuais e futuros projectos e permitir que os mesmos sejam escalados e tenham um verdadeiro impacto na sociedade.

“Nos últimos dez anos já foram feitos muitos progressos e o dinheiro está actualmente mais criativo” – Geoff Mulgan

A especialista em filantropia reforçou ainda que “a tendência é, e deve ser, encorajar, avançar, subir de nível, e não resolver problemas novos com soluções antigas” e que, felizmente, “existem empresas que estão a pensar para além do tradicional, incluindo o investimento social nos seus orçamentos”.

Num tom mais optimista que a oradora anterior, o director executivo da Nesta, uma fundação do Reino Unido que promove o investimento social, a investigação e a aplicação prática de projectos, considera que, embora exista ainda muito por fazer nesta área, “nos últimos dez anos já foram feitos muitos progressos”, dando como exemplo a criação e difusão do conceito de crowdfunding e explicando que “o dinheiro está actualmente mais criativo”.

Todavia, Geoff Mulgan sublinhou que “a escala do movimento dos recursos ainda é escassa”, crente de que é necessário “inovar ao nível das comunidades, de baixo para cima” e “criar centros de trabalho” onde se desenvolvam os projectos e se procurem formas de os pôr em prática e aumentar o seu impacto.

Em linha com este mesmo argumento, o orador que se seguiu foi Michael Kocher, director geral da Aga Khan Foundation (AKF) que sublinhou que trabalha precisamente numa “fundação de acção” e que, no dia-a-dia, a sua equipa sente falta de “novos modelos de investimento”, considerando que “a criação de parcerias [com investidores mas também com organizações locais] é essencial” ao sucesso dos projectos.

Tendo em conta que muito do trabalho da AKF se realiza em países em desenvolvimento, Michael Kocher sublinhou também que “a comunidade tem que participar e sentir-se envolvida” e que “temos que pensar na inovação social como uma procura de soluções que podem ser implementadas no mundo em desenvolvimento”, já que “se não formos ao encontro da pobreza, ela virá ter connosco”.

Complementarmente, salientou ainda que “é necessário actuar a vários níveis”, tanto junto da população mais jovem, como dos cidadãos mais idosos, e que “precisamos de abordagens integradas e de agir numa dimensão pluralista, mas o que fazemos é dividir as coisas por departamentos”.

Michael Kocher considera ainda que “precisamos de ‘capital paciente’ que entenda que as questões se alteram com o tempo” e que é necessário existir uma constante adaptação às necessidades e aos problemas que vão surgindo, defendendo que “temos que deixar de nos focar nos frutos que estão caídos debaixo da árvore, para começarmos a olhar para os que estão bons”. E tudo isto se consegue através “do impacto legítimo”, ou seja, “financiamento e regras”.


Jovens, tecnologia e a necessidade de uma linguagem comum

Desmistificando alguns conceitos relacionados com a área das finanças, Karl Richter começou por explicar que “o importante é haver uma linguagem comum que permita que todos possam contar a mesma história”, sublinhando que o primeiro passo é “realizar escalas de necessidades”. Abordando o tema dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o responsável pelo departamento de investigação do UNDP SDG Impact Finance (UNSIF) referiu que “até 2030, existe uma ‘falta de 37 biliões de dólares” [para os atingir] o que obriga a “pensar em escala” e a “mobilizar recursos”, e isso “exige a participação de todos”.

“Precisamos de abordagens integradas e de agir numa dimensão pluralista” – Michael Kocher

Após a fase de “identificar aquilo que vale”, o especialista em ODS considera que chegou agora a altura de “passar para a cena, entrar na via principal e criar um modelo”. Contudo, para isso “é necessário conhecer verdadeiramente os progressos, procurar as histórias reais de pessoas reais e perceber de que modo as suas vidas melhoraram”. Para si, isto é mesmo o mais importante: “conhecer a realidade”.

Abordando a importância do desenvolvimento urbano, Filippo Addarii começou por dizer que “nos últimos dez anos, a UE já investiu 1,5 mil milhões de euros na área da inovação social”, sendo por isso “a maior investidora nesta área”. Tratando-se de montantes tão elevados, e dando como exemplo o Prémio Horizonte, o partner da PlusValue (PV), uma organização que fornece soluções que transformam os custos sociais em investimento, entende que “não podemos ser complacentes mas também não devemos ser pessimistas” e que “quando investimos dois milhões de euros temos, acima de tudo, que saber onde”.

Complementarmente, o também CEO da PV sublinhou que “os mais jovens não estão muito envolvidos na política, mas a inovação social está a tornar-se parte das suas mentalidades”, o que revela um progresso enorme. Tendo em conta que “é nos centros urbanos que está o financiamento”, Filippo Addarii acredita que é lá que “devemos investir”, sendo aqueles os principais locais onde “o sector público e o privado dão as mãos”, onde “as pessoas se sentem mais seguras” e onde “estão os principais serviços que ajudam a população”.

Concordando com aquilo que defendeu Karl Richter, Addarii adiantou que “encorajar as empresas é muito bom, mas não é suficiente”, sendo fundamental “contar com a sociedade inteira”.

Representando a geração millennial, Josephine Goube explicou que uma das suas principais valias é “utilizar a tecnologia para resolver problemas sociais”, sendo precisamente isso que faz a ONG que lidera. Focando-se na procura de soluções que melhorem a vida dos refugiados, a Techfugees promove a utilização de ferramentas tecnológicas como um meio que permite que estas comunidades possam ter acesso a informação, saúde e educação.

Considerando que a sua organização “é muito emocional”, Josephine Goube salientou que a mesma cresceu rapidamente, em apenas 10 dias, após a criação de uma página no Facebook, o que também contribuiu para que, ao fim de dois anos – e graças aos 18 mil engenheiros, inovadores sociais, refugiados e não refugiados, espalhados em 25 lugares – cerca de 70% dos migrantes que a procuram já tenham encontrado emprego ou estágio.

“O importante é haver uma linguagem comum que permita que todos possam contar a mesma história” – Karl Richter

Contudo, a hacktivista pela inclusão dos migrantes manifestou o seu descontentamento relativamente ao facto de ser muito difícil receber subsídios, referindo que “a forma como actuamos demonstra que somos inclusivos” mas “sempre que nos candidatamos, a palavra hackaton não passa porque é nova, é um processo inovador”, sentindo ainda que o facto de o modo de actuação da organização ser considerado “pouco ortodoxo” está à frente do que deveria ser importante, que é o facto de o seu projecto funcionar e ter resultados.

A jovem que, em 2016 e 2017, fez parte da lista dos 30 melhores empreendedores sociais com menos de 30 anos da revista Forbes, sublinhou ainda que “há que investir nesta geração de jovens europeus e apoiar estes empreendedores sociais” que utilizam a tecnologia para fazer a diferença. Contudo, alertou para a ideia de que “muitos falam da escala com o apoio da tecnologia e parece que tudo funciona em torno desta mas não é assim”, referindo que “a escala só se consegue com a educação e com a formação”.


Prioridades a curto prazo

Uma questão pertinente, lançada no final da sessão por uma pessoa da plateia, girou em torno da questão da “denominação”: deveremos chamar inovação social ou será mais correcto pensar em inovação socioeconómica? Relativamente a esta questão, os oradores foram unânimes, concordando com a ideia de que “a inovação social está, desde o início, relacionada com a socioeconomia”, como explicou Filippo Addarii.

“Os mais jovens não estão muito envolvidos na política, mas a inovação social está a tornar-se parte das suas mentalidades” – Filippo Addarii

Complementarmente, Sir Ronald Cohen complementou a ideia, ao afirmar que “o investimento de impacto cria uma cadeia entre o social e o económico” e é isso que permite à filantropia “ultrapassar em muito a questão das doações sem retorno”. O presidente do Global Steering Group for Social Impact Investment concluiu ainda que os millennials são um bom exemplo desta ideia, já que “procuram o lucro e o propósito” e pretendem “fazer o bem mais do que ganhar apenas dinheiro”.

Para finalizar, a moderadora deste debate, Christine Ockrent, pediu aos oradores que, sucintamente, referissem aquelas que consideram ser as prioridades a curto prazo em matéria de inovação social.

Para Josephine Goube, uma das prioridades é a de que “o tema da inovação social se torne mainstream para que todos possam ser empreendedores sociais”. Já para Filippo Addarii o importante é que “inovação social passe a fazer parte das políticas de investimento do Plano Juncker”. Por seu turno, Michael Kocher referiu que “criar mais parcerias” e “parcerias com responsabilidade mútua para todas as partes envolvidas” é essencial. Para Geoff Mulgan, a prioridade passa por “levar esta questão para junto dos jovens e estimular as universidades e as escolas secundárias a adoptarem modelos baseados em desafios sociais”, incentivando os jovens a procurar soluções e criando “uma geração mais colaborativa”.

Focando-se na importância de uma acção conjunta, Madeleine Clarke sublinhou que gostaria de ver a “Comissão Europeia a pensar como é que pode incentivar todos os grupos referidos (comunidades, governos, empreendedores, investidores, etc.) a unirem-se, procurando uma abordagem colaborativa, de modo a que as soluções possam ser implementadas junto das pessoas que delas precisam”. Por fim, Sir Ronald Cohen referiu que o seu desejo é que todos possam levar o tema da inovação social “ao mais alto nível que conseguirem”, reforçando que a mesma “é uma revolução e as revoluções não vêm de cima mas de todos nós” e sublinhando que o objectivo máximo é “colocar este tema na ordem de trabalhos do G8 e do G20”.

“Há que investir nesta geração de jovens europeus e apoiar os empreendedores sociais que utilizam a tecnologia para fazer a diferença” – Josephine Goube

Resta desejar que a partilha intensa de ideias e conhecimentos que estes dois dias permitiram tenha frutos num futuro próximo. Os projectos e os testemunhos que foram apresentados ao longo do encontro revelam que Portugal e a Europa estão fortemente empenhados em diminuir as desigualdades e em melhorar a qualidade de vida da população em geral.

Veja ou reveja aqui as sessões da conferência europeia “Novas Perspectivas para a Inovação Social”, uma conferência que foi organizada em conjunto pela Comissão Europeia, pelo Governo Português e pela Fundação Calouste Gulbenkian e que contou com 132 oradores e mais de 1400 participantes.

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