Ciclo de Cinema mais Pequeno do Mundo

Coragem Moral

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    Nos bastidores da vida, não é incomum presenciarmos situações contrárias às nossas convicções e, ao invés de intervirmos, optarmos pelo silêncio ou pela inacção. Por que motivo sentimos medo ou vergonha de expressar o que nos vai na alma? O que nos impede de agir de acordo com a nossa consciência?

    Numa definição generalista, coragem moral significa fazer o que está certo independentemente de corrermos o risco de sermos inconvenientes, ridicularizados, castigados ou até mesmo incorrermos em situações de insegurança laboral ou de status social, o que poderá levar, em última instância, a perdermos o emprego ou o “lugar” que ocupamos na nossa vida pessoal, social ou profissional.

    A coragem moral exige que nos posicionemos acima da apatia, da complacência, do ódio, do cinismo, da cultura do medo face aos nossos sistemas políticos, divisões socioeconómicas e diferenças culturais e/ou religiosas.
    E porque fazer o que é certo significa escutarmos a nossa consciência, ignorar essa voz poderá traduzir-se em sentimentos de inadequação, culpa, remorso ou a sensação de que a nossa integridade ficou diminuída, tal como o que acontece no vídeo acima escolhido.

    Ter coragem moral significa ainda fazer julgamentos sobre acções ou comportamentos que sustentam os nossos mais elevados ideais, obrigando-nos a reconhecer as nossas responsabilidades e a questionar as consequências das nossas próprias acções – ou a sua ausência.

    Assim, e depois de visualizar este pequeno filme, responda, em consciência e sem temor de ser julgado, às seguintes questões:

    ZOOM IN

    Responder

    ZOOM OUT

    DESAFIO

    Apesar de o exercício da coragem moral se manifestar em todas as esferas da nossa vida, no ambiente laboral em que todos nos movemos, esta “audácia” assume contornos particularmente difíceis e de substancial importância.

    A coragem moral exige doses significativas de resiliência e a capacidade de apontarmos o dedo a situações com as quais não concordamos. Seja uma decisão pouco ética por parte das chefias, seja sermos testemunhas de comportamentos injustos para com os colegas, seja sermos confrontados com “ordens” que não correspondem às nossas convicções, seja termos conhecimentos de situações imorais que poderemos reportar, sob pena de estarmos a comprar uma “guerra” com um fim muito provavelmente prejudicial a nós mesmos.

    Desafiar os que têm comportamentos inapropriados, confrontando-os com os mesmos e resistir à exploração de oportunidades profissionais para benefício próprio são igualmente cenários comuns no mundo empresarial. Todos nós, de uma forma ou outra, sentimos uma enorme pressão para fechar os olhos a um conjunto indeterminado de situações que, simplesmente, vão contra as nossas convicções e princípios éticos. E é o medo que nos impede de ter voz e de fazer ouvir a nossa voz.
    Assim, a proposta que lhe fazemos a propósito do filme deste mês tem como base a reflexão sobre a sua própria coragem em denunciar situações que o incomodam – não só a nível pessoal, mas também profissional -, em particular sobre a existência ou ausência de “políticas de livre expressão” e da abertura à coragem para denunciar o que está errado na empresa da qual faz parte.

    Saiba ainda que demonstrar coragem moral para expressar os princípios éticos que o regem poderá reduzir, em muito, o potencial para comprometer o ambiente laboral em que se move e poder pousar a cabeça na almofada e dormir em perfeita concordância com a sua consciência. E esta possibilidade não tem preço.

    Para ajudar à reflexão do tem que escolhemos para o “filme do mês” e como já é habitual, o comentário de Ana Salomé Martins, Directora de Pessoas e Comunicação da Nors, que alerta para o facto de cada vez existir uma maior relutância em partilharmos abertamente as nossas convicções, uma inibição que se espelha no núcleo das relações profissionais desconectado da voz ética.

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