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Desenvolvimento Pessoal |
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1.1. A Pessoa como unidade de ser
“A questão fundamental de hoje, como de ontem, continua a ser antropológica.
O que é que é o ser humano? De onde vem? Para onde deve ir? Trata-se de clarificar qual é a concepção do homem que se encontra nas bases dos novos projectos.”
Bento XVI no Encontro sobre a contribuição da Universidade na Europa, Abril 2006
Preparar gestores, dirigentes e elites, preparar interventores qualificados na sociedade, implica formar pessoas na perspectiva do desenvolvimento pessoal e profissional: este Programa constitui uma oportunidade de formação para a realização integral da Pessoa. O que significa que a Pessoa é aqui entendida na totalidade das dimensões que a compõem, isto é, que a identificam e a diferenciam, a valorizam e a potenciam.
1.2. Escolher o futuro
“A sociedade e as suas normas sociais inibem os sonhos dos indivíduos e travam de forma contínua a procura de novos desafios. (…) O indivíduo fica desta forma submetido à ditadura do quotidiano, imbuido na roda da monotonia, e da auto-complacência de fazer sempre a mesma coisa. O homem, que nasce para sonhar, à medida que cresce e se adapta à sociedade que o rodeia, perde a sua capacidade de imaginar um mundo melhor e de lutar por alcançar os seus sonhos.”
Juan Martinez Barea, in Correio da AESE, 15 Abril 2004
No mundo organizacional, e na sociedade em geral, foi-se ampliando muito a possibilidade de escolher: há bastantes mais âmbitos de liberdade, seja na política ou na vida social, no ensino superior ou nos meios profissionais, nos estilos e ritmos de vida ou nas crenças em geral. Esta vida por assim dizer mais aberta permite às pessoas procurar o mais adequado para elas, eleger trajectórias individuais com perfis mais diversificados. O que pode causar dúvidas, receios, ansiedades. A liberdade, entendida nestes termos com uma latitude cada vez maior, exige que se opte: há que escolher, decidir e assumir.
1.3. Saber-ser nas organizações
“There we were, charging up the hill right on schedule, and I looked behind me and saw that many people were still at the bottom, trying to decide whether to come along”.
Roger Smith, CEO General Motors, 1989
É actualmente marcante um traço característico das organizações: a existência de um ambiente “crispado” feito de forte concorrência interna, de pressões brutais para viabilizar negócios e obter resultados, de persistentes ambiguidades estratégicas e de identidade, de desafios permanentes à capacidade de lidar, individualmente e em grupo, com a mudança de proprietários, de dirigentes, de políticas, de métodos. A insatisfação de muitos perante esta vivência, mesmo quando não está em causa a estabilidade de emprego, atingiu uma dimensão nunca antes expressa de forma tão contundente. Não se trata de um fenómeno conjuntural, ditado pelo acentuar da crise económica nestes últimos anos. Trata-se de algo que vem a ganhar peso desde há muito em sociedades como a nossa.
Esta insatisfação acontece em ambientes sociais e económicos cada vez menos estáveis, em que a possibilidade de confiar no futuro não consegue ganhar espaço efectivo. Ela é acompanhada, quase sempre, por uma significativa dificuldade de reflexão sobre si próprio. Tornou-se evidente a dificuldade das pessoas em abordar o seu futuro a partir de um conjunto de saberes próprios, da consciência forte dos seus valores e competências.
A gestão das organizações, numa óptica operativa muito pragmática, traduz-se em obter resultados através das pessoas: alcançar objectivos, concretizar estratégias, realizar projectos. Fazer acontecer políticas comerciais, de recursos humanos, de qualidade de serviço, etc. A predominância do factor-pessoas é por demais evidente, não importa o tipo de organização, de sector de actividade, de negócio ou de mercado. O património dos valores e das motivações, das atitudes e dos comportamentos que as pessoas põem em jogo, é determinante da qualidade do que se faz, e dos resultados que se obtêm nas organizações. Esse capital de saber-ser é no mínimo tão relevante quanto o dos outros saberes – o sabersaber e o saber-fazer – que sustentam o desempenho técnico estrito das funções.
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Este Programa está vocacionado para um “alvo”: os quadros de organizações, empresariais e outras, no activo ou em transição (p.ex. em situações de reformulação de carreira ditada pela reforma antecipada, ou por necessidades de reengenharia organizacional, ou quando importa a clarificação da vocação profissional e de alternativas de enquadramento funcional). Este Programa está construído de forma a poder ser útil a pessoas de idades diversas, com ou sem licenciatura, a exercer qualquer tipo de funções profissionais.
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“Success involves more than a heartpounding race to the finish line.
Our research uncovered four irreducible components of enduring success: Happiness
(feelings of pleasure or contentment about your life);
Achievement
(accomplishments that compare favorably against similar goals others have strived for);
Significance
(the sense that you’ve made a positive impact on people you care about);
Legacy
(a way to establish your values or accomplishments so as to help others find future success).”
Laura Nash and Howard Stevenson, Success that lasts, Harvard Business Review, Feb. 2004
Acolhendo esta perspectiva do Sucesso, este Programa contribui para
• dotar cada participante de clareza sobre si próprio e sobre a sua relação com os outros, nomeadamente dentro dos contextos organizacionais, favorecendo a sua capacidade de adaptação à mudança;
• potenciar a sua auto-confiança e a sua auto-estima, reforçando as capacidades de tomada de decisões e de assunção de riscos;
• promover a construção do seu Projecto de Vida, em especial da sua dimensão profissional, sustentando-a numa óptica de melhoria contínua.
No final deste Programa, o formando deverá:
• Ter desenvolvido a compreensão de si próprio como Pessoa, na totalidade das dimensões que o caracterizam;
• Ter clarificado as suas metas pessoais e profissionais, e delineado caminhos para as atingir;
• Ter enraizado a noção de percurso profissional como um processo não-linear, dinâmico, multifacetado, que faz parte de um Projecto de Vida.
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Os conteúdos deste Programa repartem-se pelos seguintes Temas:
• Tema 1: Identidade Pessoal
• Tema 2: Relacionamento interpessoal
• Tema 3: Saber-ser na empresa
• Tema 4: Sucesso Pessoal e Profissional
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A aprendizagem neste Programa é promovida através de cerca de 18 horas de sessões de grupo, com reflexão conceptual e dinâmicas grupais, a partir da exposição dos Formadores apoiada por testemunhos pessoais dos participantes, e ainda de 2 sessões de coaching individual de 1h30 cada. Um questionário inicial de auto-conhecimento constitui uma ferramenta de diagnóstico que ajuda a “entrar” na formação. Um jantar de convívio com a intervenção de um orador convidado, completam este Programa.
O que é o Coaching?
O Coaching pode ser definido como o acompanhamento da pessoa na reflexão sobre o seu Projecto de Vida. Numa atitude de aceitação da pessoa e nunca de julgamento, permite promover a imaginação e a criatividade através da interiorização dos seus valores fundamentais. A reflexão sobre as nossas crenças, motivações, atitudes e comportamentos, é essencial, pois determina o sentido dos objectivos que criamos, assim como a percepção do que queremos para a nossa vida, as escolhas que fazemos.
O Coaching não é uma terapia: não responde a um sofrimento psicológico, mas sim à necessidade da pessoa compreender e apropriar-se dos seus recursos e de desenvolver “ferramentas “para a gestão da mudança no âmbito do seu Projecto de Vida. O Coaching também não é aconselhamento: é um processo não directivo, em que se considera que a pessoa pode encontrar livremente e em consciência as melhores soluções para si própria, através deste acompanhamento personalizado, facilitador da reflexão e da tomada de decisões.
A sessão de coaching é individual, um para um. A relação entre estas duas pessoas existe apenas entre si, nunca podendo ser divulgadas para fora quaisquer informações. A confidencialidade absoluta é garantida num pressuposto ético inquestionável. O Coach vai ajudar a pessoa a compreender o presente, a fim de ela poder preparar o futuro com a consciência de um máximo de recursos (valores, saberes e competências), e com a confiança para as escolhas que fizer no âmbito da concretização do seu Projecto Vida.
Como Coach considero a autenticidade a chave mágica da capacidade de reinvenção permanente que faz da mudança um amigo, e que nos faz caminhar no sentido de uma congruência cada vez maior entre o que somos e o que fazemos.
Para isso é essencial integrar a certeza de que não podemos mudar ninguém; só nos podemos mudar a nós próprios, e que ”o que tem que ser tem muita força”.
E aí às vezes temos boas surpresas…
Ana Costa Cabral (Coach deste Programa)
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