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| Era uma vez… |
| Todas as histórias infantis têm uma moral associada, mas também todas elas acabam por ter um final feliz. Pena é que as histórias no mundo real estejam cada vez mais amorais e que "feliz" não conste em nenhum dos seus capítulos. O VER destaca esta semana uma análise profunda ao Barómetro da Inovação, publicado a passada semana pela COTEC e que nos dá conta que Portugal é uma cigarra, com dotes "musicais" inegáveis, mas desperdiçados. Um desperdício é, para muitos dos observadores da cimeira de Davos, o tempo e dinheiro gasto pela elite dos ricos e poderosos que anualmente se juntam nos Alpes Suíços para debater o estado do mundo. Contam-se histórias, mas falta a vontade de as transformar em realidades. Reais parecem ser os alertas feitos à Europa que, para além da incerteza económica que a esmaga, pode estar também a braços com uma crise nos direitos humanos pelos quais sempre lutou. Um "colapso moral", como acusa o opinante desta semana, ou a incapacidade de se acreditar que é possível reescrever a história e colori-la com outros tons? |
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| Barómetro de Inovação |
| "Cantavas? Pois dança agora" |
| por Gabriela Costa |
| Disse a formiga à cigarra, na fábula de La Fontaine: "Cantavas? Pois dança agora". Portugal tem falta de capacidade para transformar o potencial de inovação em resultados concretos com impacto económico-social. É este perfil 'desperdiçador' que faz de nós um país Cigarra no Barómetro de Inovação da COTEC. "Vamos perdendo qualidade de desempenho, à medida que se avança na cadeia de valor da inovação", diz ao VER o professor Daniel Bessa. |
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| Fórum Económico Mundial |
| A alma perdida de Davos |
| por Helena Oliveira |
| Pela 42ª vez, 2600 líderes mundiais juntaram-se em Davos para mais uma maratona de debates sobre o estado do planeta. A "reforma do capitalismo" constituiu o principal tema desta reunião, com a crise da zona euro, a Primavera Árabe, o desemprego e a crescente desigualdade entre ricos e pobres a figurarem como os problemas globais mais prementes da actualidade. Mas se Davos já foi uma verdadeira incubadora de ideias, a opinião geral é a de que a "cimeira dos ricos e poderosos" se está a tornar anacrónica. As perguntas certas foram feitas. Mas não parece haver coragem para implementar as possíveis respostas |
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| Direitos Humanos |
| Europa leva puxão de orelhas |
| por Helena Oliveira |
| A organização Human Rights Watch publicou o seu relatório anual sobre os direitos humanos no qual, como já é habitual, constam os suspeitos do costume. Todavia e pela primeira vez, a Europa merece uma chamada de atenção especial por parte destes observadores, na medida em que é acusada de estar a contribuir para a erosão dos direitos humanos no interior das suas fronteiras. Uma crise que, aliada à outra que já pesa sobre o Velho Continente, pode ter consequências incalculáveis |
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| Zona Euro |
| Alemanha aproveitou a crise para se tornar potência dominante |
| por Jorge Nascimento Rodrigues |
| O economista-chefe da Deloitte Research em Londres considera que "o Reino Unido é um paradoxo" e que as empresas devem usar a liquidez que tiverem para aquisições baratas, "como fazem os chineses e indianos". Ian Stewart acredita que a Alemanha aproveitou a crise para se tornar potência dominante |
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| Opinião |
| Estamos apenas em decrescimento económico… |
| por Marco Domingues |
| Estamos a perder hábitos de consumo supérfluos. O decrescimento económico resulta do colapso moral dos valores associados a parte dos agentes e organizações financeiras mundiais. Resulta da "mentira social e ambiental" consolidada nas estruturas económicas mundiais, pela promiscuidade entre política e economia, e pela perversão humana de materializar-se, em detrimento de espiritualizar-se no seu planeta |
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